Brasil

Bolsonaro afirma que quem acha que R$ 500 do FGTS é pouco 'é só não retirar'

Declaração foi feita nesta quinta-feira (25) durante visita a Manaus

Paula Litaiff e Thaise Rocha, da Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a liberação de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS-Pasep para o trabalhador é uma oportunidade que o governo está abrindo para dar um “pequeno ânimo” na economia, mas “quem achar pouco, é só não retirar e aguardar outro momento.”

Foto: Agência Brasil
A declaração foi feita nesta quinta-feira durante visita a Manaus para participar da reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) da Superintendência Regional da Zona Franca de Manaus (Suframa). O presidente estava acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ao ser perguntado sobre o que o trabalhador pode fazer com o valor de praticamente meio salário mínimo (R$ 998), Bolsonaro, sorrindo, disse que, "primeiro, precisamos agradecer o presidente Castelo Branco que lá atrás criou o FGTS".

- Não poderíamos abrir de forma muito ampla, porque prejudicaria os mais pobres para a aquisição de suas casas tão merecidas. Então estamos simplesmente abrindo essa oportunidade”, disse o presidente. e continuou: - A medida) é um pequeno ânimo na economia, sim, ninguém pode negar isso aí, são R$ 22 bilhões. Acho que é bem-vindo, fizemos o que foi possível ser feito. Quem acha que está pouco, é só não retirar, aguarda em outro momento.


Ele frisou que o saque do benefício é uma “excepcionalidade”, acrescentando que o valor foi definido conforme levantamento feito sobre o saldo médio que os trabalhadores têm em conta.

- A forma de obtenção de um FGTS não é essa que propomos agora. Oitenta por cento dos trabalhadores que têm FGTS têm menos de R$ 500 de saldo na conta.

De acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), as empresas brasileiras são obrigadas a recolher o FGTS sobre os salários de todos os trabalhadores em regime CLT. O fundo é formado por 8% do salário mensal, e a rentabilidade é de 3% ao ano.

Nesse primeiro ano da gestão de Bolsonaro, a taxa de desemprego já é maior que a do ano passado, segundo último levantamento do IBGE.

O estudo apontou uma taxa de 12,3%, em maio deste ano, atingindo 12,9 milhões de brasileiros. No período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, que serve como base de comparação para este indicador, o desemprego era de 12,4%.