Brasil

Bolsonaro pretende prorrogar auxílio por mais 4 meses; confira o valor

A ideia do governo é que a extensão do auxílio seja uma transição para um "pouso suave" no novo Renda Brasil

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

O governo pretende prorrogar o auxílio emergencial até dezembro deste ano, com mais quatro parcelas de R$ 300, valor defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo apurou o jornal Estado de S. Paulo, com fontes das alas política e econômica do governo.

Além disso, o governo estuda a criação do novo projeto 'Renda Brasil', que substituirá o 'Bolsa Família' e beneficiar milhões de famílias que recebem o auxílio emergencial. Porém, de acordo com o ministro Paulo Guedes, o programa ficará para um segundo momento, para que se tenha mais tempo para acomodar o novo gasto dentro do teto, que limita o avanço das despesas à inflação.

Enquanto não aponta a fonte do novo programa, a ideia do governo é que a extensão do auxílio seja uma transição para um "pouso suave" no novo Renda Brasil. Os técnicos da área econômica continuam debruçados sobre as alternativas para liberar espaço no Orçamento para o Renda Brasil e não desistiram nem mesmo de tentar convencer o presidente a propor alguma mudança no alcance do abono salarial atual.

A ideia é tentar emplacar a mesma alteração proposta na reforma da Previdência, que restringia o abono a quem ganha até um salário mínimo (R$ 1.045). A medida também foi rejeitada pelo Congresso.

"Eu sempre repito que o timing quem dá é a política. Nós temos as simulações todas preparadas, agora o timing, o nível de auxílio emergencial, de Renda Brasil, tudo isso são decisões políticas", afirmou Guedes na portaria do ministério. Ele foi questionado se o Renda Brasil começaria a ser pago já no início do ano que vem. "Talvez antes, talvez no começo do ano que vem", disse o ministro, Paulo Guedes.

Sobre o auxílio emergencial, o ministro relatou que "a gente sabe que R$ 600 é muito e R$ 200 é pouco". "Estamos tentando acertar os números. Mas está tudo claro, tudo tranquilo."

O auxílio emergencial foi criado originalmente para durar três meses (tendo como base os meses de abril, maio e junho). Depois, o governo prorrogou por duas parcelas (julho e agosto) por meio de decreto. O valor de R$ 600 foi mantido em todo esse período. Para mexer no valor, será preciso editar uma Medida Provisória (MP), que tem vigência imediata.