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Caso Beatriz: menina foi morta após se assustar ao ver a faca do crime

Segundo secretário de Defesa Social, homem a matou para silenciá-la

Redação iBahia (redacao@ibahia.com)
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Após seis anos, o assassinato de Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, teve um desfecho. Na noite da última terça-feira (11), a polícia revelou que identificou o autor do crime. Segundo o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, a menina foi morta após se assustar com a faca, e crime foi cometido para silenciá-la.

"Temos a motivação alegada se coadunando [coincidindo] com a dinâmica dos fatos que, ao haver contato do assassino com a vítima, ela teria se desesperado e por isso foi silenciada a golpes de faca", declarou o secretário.

De acordo com o G1, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (12), em Recife, o secretário também falou que o acusado, Marcelo da Silva, entrou na escola para conseguir dinheiro e sair da cidade. 

"Ele estava transitoriamente no local e entrou na escola para conseguir dinheiro para sair da cidade. Pela narrativa, [o crime] não era direcionado a uma pessoa específica. Beatriz foi a pessoa que ele encontrou e que, diante do susto, ele a silenciou a facadas", disse Humberto Freire.

Marcelo da Silva, de 40 anos, acusado de matar menina Beatriz Moto (Foto: Reprodução / TV Globo)

Na coletiva, o secretário também afirmou que o número de facadas dadas na menina mudou ao longo das perícias e da investigação. 

"O laudo tem 42 fotografias de ferimento. Mas, segundo informações, são dez facadas. São 42 fotografias, algumas delas do mesmo ferimento, o que é normal", declarou. 

Marcelo da Silva já tem histórico na polícia e está preso por outro crime, acusado de estupro de vulnerável. Não há indício de que Beatriz tenha sido vítima de violência sexual. 

Ainda de acordo com Humberto Freire, em informações ao g1, está certo que o assassino da menina foi encontrado. 

"Temos um crime em que o acusado está preso por outro crime de estupro de vulnerável; temos um acusado que, além desse histórico, narrou aos delegados que o interrogaram a dinâmica dos fatos com detalhes. Isso só reforça que há elementos suficientes fazer esse indiciamento", afirmou. As investigações seguem em curso pela Polícia Civil.