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Caso Beatriz: saiba quem é o homem que confessou ter cometido o assassinato

Marcelo da Silva cumpria pena em regime semiaberto por roubo

Redação iBahia (redacao@ibahia.com)
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Marcelo da Silva, homem apontado pela polícia como o assassino de Beatriz Angélica Mota, criança de 7 anos morta a facada dentro de um colégio em Petrolina, em 2015, nasceu no Sertão de Pernambuco, em Arapirina. Ele era morador de rua e já havia sido preso anteriormente por outros crimes.

O homem, segundo a polícia, confessou ter matado Beatriz. Marcelo estava preso no Presídio de Salgueiro por ter cometido um roubo em Petrolina, também no Sertão. Por esse crime, ele cumpria pena em regime semiaberto. As informações são da TV Globo.

Houve também uma tentativa roubo, na cidade de Trindade. Esse crime foi julgado, e ele cumpriu a pena em regime semiaberto.

Marcelo ainda é acusado de um estupro de adolescente de 14 anos, ameaça e cárcere privado. Esses crimes teriam sido cometidos em Ouricuri, também no Sertão pernambucano. Esse caso, no entanto, ainda não foi julgado.

Motivação do crime

De acordo com o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, a menina foi morta após se assustar com a faca, e crime foi cometido para silenciá-la.

"Ele estava transitoriamente no local e entrou na escola para conseguir dinheiro para sair da cidade. Pela narrativa, [o crime] não era direcionado a uma pessoa específica. Beatriz foi a pessoa que ele encontrou e que, diante do susto, ele a silenciou a facadas", disse Humberto Freire.

Entenda o caso

No dia 10 de dezembro de 2015, a criança Beatriz Angélica Mota, participava da formatura da irmã, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Cerca de 2 mil pessoas estavam presentes na escola no dia do evento. 

Em um dado momento, ela saiu do lado dos pais para beber água e desapareceu. As últimas imagens da menina, registradas por câmeras de segurança às 21h59 daquele dia, mostram ela ainda viva. 

O corpo da garota foi encontrado em um depósito de material esportivo desativado, perto da quadra onde acontecia o evento. Beatriz tinha ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. 

A faca usada no crime, de tipo peixeira, foi encontrada cravada no abdômen da criança. No dia seguinte, a arma do crime foi tirada de Petrolina e entregue ao Instituto de genética Forense, no Recife.