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Caso Daniel: 'Eu vi Edison enforcando ele', diz testemunha do crime

Considerada pela polícia a principal testemunha do crime, Lucas Mineiro deu detalhes do que presenciou na casa da família Brittes

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Em uma entrevista exclusiva concedida à TV RPC, afilidade da Rede Globo, Lucas Stumpf, conhecido como Lucas Mineiro, considerado pela investigação a principal testemunha da morte do jogador Daniel Correia, contou detalhes do dia do crime. Durante o depoimento, ele relatou que viu Edison Brittes enforcando o atleta em cima da casa da esposa Cristiana Brittes. Além disso, ele disse que presenciou diversos jovens espancando o atleta. O jogador foi assassinado em outubro de 2018.

Foto: Reprodução/ TV RPC
Lucas foi convidado pela filha de Edison, Allana Brittes, para continuar a festa de aniversário dela na casa da família após a comemoração na boate.

"No momento em que eu olhei pela janela, eu vi ele [ Daniel] na cama sendo enforcado. Eu vi o Edison enforcando ele em cima da cama, batendo em cima da cama. Ele [ Daniel] estava de cueca e camiseta", contou a testemunha à TV.

"Ela [Cristiana Brittes] tentava pedir ajuda, mas ela não tinha o que fazer. Ela não tinha como reagir naquele momento e não ia conseguir fazer nada naquele momento, creio eu. Ela pedia socorro e eu não sei dizer se o socorro dela era por algo que aconteceu com ela mas, no meu entendimento, no meu ver do momento dos fatos, era que o pedido de socorro era pro Daniel", explicou Lucas.
Foto: Divulgação
Durante a entrevista, ele detalhou ainda que Allana estava assustada e pedia para que as agressões parassem. "Eu escutava ela falar muito: Meu Deus, o que está acontecendo, meu Deus".

Ameaças
Lucas disse ainda que tentou parar com a sequência de agressões, mas foi ameçado por Edison.

"No momento em que eles estavam agredindo ele [Daniel], eu cheguei e falei: para, para. Ele [Edison Brittes] só olhou pra mim e falou: sai fora. Se você não vier me ajudar, sai fora se não você é o próximo", relatou à TV.
Foto: Reprodução
Ainda segundo a testemunha, uma outra jovem que estava no local tentou acionou o Serviço Móvel de Urgência, mas foi impedida por Edison.

Defesa da família Brittes
O advogado da família Brittes, Cláudio Dalledone, afirmou que Lucas Mineira não falou a verdade durante a entrevista.

"Esse moço está merecendo ser processado criminalmente. Se isso fosse verdade, teria sido consignado, teria sido dito por ele quando foi ouvido em juízo e nada aconteceu nesse sentido. Menos ainda, na fase policial. Ele tenta, junto com o advogado dele, ganhar, nesse momento, um protagonismo. Ele quer, na verdade, aparecer", disse o advogado em entrevista  à TV RPC.

Já o advogado Jacob Filho, que representa Lucas Mineira, pontuou que o protagonismo do crime é de Edison Brittes.

"Ele decepou o órgão genital de Daniel, que foi assassinado de forma brutal sem poder se defender. Esta manobra que o advogado Dalledone tenta fazer para amedrontrar a testemunha e seu advogado é em vão. Nós não temos medo, não nos acovardamos, não pertencemos a este grupo criminoso, que infelizmente não respeita limites", afirmou o advogado da testemunha.