Brasil

Chacina deixa 11 mortos em Belém do Pará; Força Nacional é acionada

Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), convocou uma reunião de emergência com autoridades de segurança pública

Agência O Globo

Uma chacina deixou 11 mortos em um bar localizado no bairro do Guamá, em Belém, capital do Pará. Além das vítimas fatais, uma pessoa ficou ferida. De acordo com a Polícia Militar, sete homens armados chegaram ao local em três motos e um carro e dispararam contra as vítimas na tarde deste domingo. A polícia investiga a motivação do crime e busca suspeitos da ação.

O Guamá, considerado como uma das regiões mais violentas de Belém, foi um dos sete bairros da capital paraense que recebeu reforço de tropas da Força Nacional em março. A ação, realizada com apoio logístico do governo do estado, tem o propósito de auxiliar as forças de segurança estaduais no patrulhamento ostensivo e demais operações de proteção.

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil assumiu as investigações. Até o início da noite de domingo (19), ninguém havia sido preso. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), convocou uma reunião de emergência com autoridades de segurança pública do estado no Palácio do Governo. Em vídeo divulgado nas suas redes sociais à noite, Barbalho disse trabalhar para dar "absoluta agilidade às investigações".

- Não vamos recuar. Se este sinistro ocorrido no bairro do Guamá é para intimidar ações de segurança pública do governo, vamos continuar firmes e trabalhando para garantir o direito da população de ter paz e segurança de qualidade - disse o governador.

Das 11 vítimas fatais, há cinco mulheres e seis homens. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra as vítimas estiradas no chão e nos móveis do estabelecimento, pouco após o tiroteio, em meio a muito sangue. Uma mulher aparece deitada em cima do balcão. Os bandidos deixaram o local após a ação.

A pessoa que ficou ferida está sob proteção policial. Os corpos foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia e identificação. Uma das vítimas seria a dona do bar, identificada como Vanda.

De acordo com um oficial da Polícia Militar identificado como tenente-coronel Araújo, em entrevista ao jornal "O Liberal", o bar em questão é conhecido pela polícia como "local de fachada para o consumo de drogas".

A permanência prevista para as tropas em Belém é de 90 dias, prazo que pode ser prorrogado. No início da operação, foi anunciado o emprego de 200 homens e mais de 40 viaturas da Força Nacional.