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Conheça a história e trabalho de Irmã Dulce

Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes quando nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, na Bahia.

Agência O Globo
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Conhecida como o "Anjo bom da Bahia", Irmã Dulce (1914- 1992) teve um segundo milagre reconhecido pelo Vaticano, por meio de um decreto, e será proclamada Santa. Filha de dentista, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes quando nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, na Bahia.

Quando tinha apenas 13 anos, ela passou a acolher mendigos e doentes, transformando a casa onde morava com sua família em um centro de atendimento aos mais necessitados. Foi nessa época que Irmã Dulce manisfestou, pela primeira vez, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 1933, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em agosto do mesmo ano, recebeu o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adotou o nome de Irmã Dulce em homenagem a sua mãe.

A partir daí, Irmã Dulce dedicou seu pensamento e trabalho aos mais pobres, esforçando-se para dar algum tipo de assistência para a população da Bahia.

Em maio de 1939, inaugurou o Colégio Santo Antônio, uma escola pública voltada para operários e seus filhos, no bairro de Massaranduba, em Salvador.

Após peregrinar durante uma década levando os seus doentes por todos os cantos da cidade, em 1949, Irmã Dulce ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio para alojar cerca de 70 enfermos que a acompanhavam.

A iniciativa é lembrada pelo povo baiano até hoje, que prega que a religiosa construiu o maior hospital da Bahia a partir de um galinheiro.

Em 1959, foi instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e, no ano seguinte, foi inaugurado o Albergue Santo Antônio.

Encontros com João Paulo II

Em 7 de julho de 1980, Irmã Dulce se encontrou pela primeira vez com o Papa João Paulo II, na sua visita ao país, e foi encorajada pelo Pontíficie a dar continuidade a sua obra.

Oito anos depois, ela chegou a ser indicada pelo então Presidente da República, José Sarney, para o Prêmio Nobel da Paz.

Irmã Dulce ainda se reencontraria com o Papa João Paulo II em 20 de outuibro de 1991, durante sua segunda visita ao país. Na época, o religioso quebrou o rigor da sua agenda para visitar a baiana, que já se encontrava debilitada em razão de problemas respiratórios, falecendo cinco meses após o encontro.