Brasil

Coronavírus: Brasil sobe nível de alerta para 'perigo iminente'

Ministro da Saúde afirma que caso suspeito em Minas Gerais ainda está sendo analisado, mas paciente apresenta sintomas característicos da doença

Gabriel Shinohara

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta terça-feira que não há evidência de que o coronavírus esteja circulando no Brasil. Mandetta disse que a suspeita de um caso em Minas Gerais ainda está sendo analisada, e que a paciente, que viajou à Wuhan, epicentro da crise na China, apresenta todos os sintomas que caracterizam a suspeição.

O ministro afirmou, ainda, que a pasta revisou o nível de classificação de risco para "dois", que significa "perigo iminente".

— Temos hoje o caso suspeito de uma paciente que viajou para a cidade de Wuhan(na China) até 24 de janeiro de 2020. É um caso importado, ou seja, uma pessoa que veio dessa cidade. Ela apresentou sintomas compatíveis com a suspeita e o estado geral da paciente é bom. Não há evidência ainda que o vírus esteja circulando, ela está em isolamento e os 14 contatos mais próximos estão sendo acompanhados — afirmou.

A brasileira deixou a China de avião e fez uma escala em Paris, na França, e outra no Rio, antes de seguir para Belo Horizonte. Segundo o ministro, o Brasil tem capacidade de identificar o genoma do vírus. Mandetta afirmou que sete mil rumores foram analisados e 127 casos foram verificados mais profundamente. Apenas o de Minas Gerais é tratado como suspeito.


O ministro da Saúde afirmou, ainda, que os brasileiros devem evitar viagens à China:

— Estamos recomendando que viagens à China sejam feitas apenas em caso de necessidade. O Ministério da Saúde desaconselha qualquer viagem nesse momento para aquele país.

Mais cedo, o  presidente Jair Bolsonaro disse que "não seria oportuno" trazer para o Brasil a família de brasileiros que está internada nas Filipinas, com suspeita de terem contraído o coronavírus.

Segundo adiantou a colunista Bela Megale, Bolsonaro voltou da visita oficial à Índia bastante preocupado com a situação e, além de conversar com Mandetta, o presidente deverá se sentar com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A ideia é avaliar se há necessidade de promover ações em aeroportos internacionais.