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Dia das Crianças: veja dicas de especialistas para acertar no presente

Observar a idade indicativa do brinquedo é um dos alertas para evitar acidentes. E uso de tablets deve ser moderado

Agência O Globo
Quem deixou para comprar de última hora o presente do Dia das Crianças , que será comemorado neste sábado, deve ter cuidado para evitar compras de impulso para não apertar o orçamento e, principalmente, ao escolher o que vai dar, estar atento a detalhes que possam representar riscos para os pequenos.
Recente pesquisa on-line feita pelo Procon-SP , mostrou que a segurança não é prioridade na hora da compra de brinquedos . Como mostra o estudo, cerca de 70% das pessoas que responderam ao levantamento declararam que o desejo da criança (39,6%) e o preço (32,3%) são os atributos mais importantes na hora da escolha. A segurança ficou em terceiro lugar (28%).
Para evitar acidentes, especialistas recomendam atenção à idade indicativa, que leva em conta o desenvolvimento da criança e a segurança para aquela faixa etária, e orientam evitar o comércio informal. Também alertam que o uso de tablets e smartphones por crianças de até dois anos pode comprometer o desenvolvimento.
Confira as dicas
Na hora da compra: Não compre brinquedos no comércio informal. Além de riscos visíveis, há o de toxidade. Exija o selo do Inmetro. Montar e desmontar brinquedos é tarefa para adultos. Em qualquer idade, supervisão é fundamental.
Risco de sufocar: Para as crianças de 0 a 3 anos, os principais cuidados são com aspiração e sufocamento. Isso demanda atenção desde o móbile do berço. A SBP ressalta que qualquer peça com diâmetro inferior a 1,5 cm representa risco.
Bicicleta e patinete: Desde pequena, acostume a criança a usar equipamento de segurança. Verifique se o capacete é certificado, adequado à idade, e mantenha-o bem preso para que, de fato, proteja a cabeça em caso de queda.
Idade indicativa: A orientação leva em conta o desenvolvimento da criança e a segurança para aquela faixa etária. Se há crianças de idades diferentes em casa, redobre o cuidado e a vigilância, e procure guardar os itens separadamente.
Celular e tablets: Até 2 anos, diz a SBP, a criança não deve ser exposta a qualquer tipo de tela. Além de causar danos à visão e do risco de acidentes, o uso de celulares e tablets provoca isolamento social e atraso no desenvolvimento motor.
Se houver acidente: Caso ocorra um acidente ou se constate risco em algum brinquedo, comunique ao médico, ao fabricante e não deixe de relatar no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (www.inmetro.gov.br/sinmac).