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Dono da LaMia comenta desastre da Chapecoense: "sempre velamos pela segurança"

Em entrevista, Marco Venegas disse não saber por que não foi realizada escala técnica no voo, e espera conteúdo da caixa preta

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O piloto do voo que levava a delegação da Chapecoense, Miguel Quiroga, era um dos dois sócios da LaMia. O outro é o boliviano Marco Rocha Venegas, que pela primeira vez falou sobre o maior desastre aéreo do futebol mundial.

Em entrevista ao programa argentino Liberman em Líne, Venegas disse que o momento é de se preocupar com as famílias dos falecidos e se defendeu das várias acusações que a LaMia vem recebendo.

“Neste momento há que atender a parte humanitária, ver como podemos apoiar a todas essas famílias. Lamentamos muito o que aconteceu”, explicou Venegas, que negou a informação de que os aviões voavam sempre com o limite de combustível e justificou os preços mais baixos oferecidos pela empresa.

“Sempre velamos pela segurança. Neste momento temos uma grande dor, um grande peso em cima, e isso não tem preço. A dor que sentimos merece o pior castigo. Perdemos pessoas queridas, gente que não vamos poder recuperar. É uma dor muito grande(...) Dávamos um preço razoável, inclusive promocionais. A companhia tem um ano de vida. O que estávamos fazendo era marketing”.

Venegas também rechaçou qualquer ligação mais estreita de sua empresa com a Conmebol, que costumava indicá-los para viagens de clubes e seleções: “Na verdade nem conhecemos as pessoas da Conmebol. O que fazíamos era oferecer nossos serviços aos clubes e mandávamos para eles nossa oferta”.

O discurso do acionista, que não soube falar se a LaMia seguirá operando após o desastre, muda um pouco na hora de falar sobre o plano de voo. Apesar de classificar Miguel Quiroga como um piloto experiente, Venegas, que também pilota aviões, afirmou que não faria o trajeto Viru Viru/Medellín e espera o desenrolar das investigações para saber exatamente o que aconteceu. Ao ser confrontado se Quiroga não fez escala técnica para não gastar o valor, avaliado entre 6 e 7 mil dólares (cerca de R$ 24 mil), Venegas não soube responder.

“Não saberia te dizer. Sete mil dólares não valem uma vida”.