Brasil

Em livro sobre acidente, Henzel falou sobre a vida: 'renascido'

Na terça-feira, o jornalista, de 45 anos, morreu, após sofrer um infarto durante partida de futebol em Chapecó

Agência O Globo

 "Agradeço por ter renascido na Colômbia. Eu não posso em nenhum momento pedir mais nada. Porque estou vivo". Essas palavras foram escritas por Rafael Henzel em seu livro "Viva como se estivesse de partida" na qual conta como foi um dos seis sobreviventes ao acidente com o voo da Chapecoense, em novembro de 2016, que deixou 71 mortos na maior tragédia com uma delegação esportiva brasileira na história. Quis o destino que dois anos, três meses e 28 dias depois, uma morte súbita levasse o radialista.


"É frequente dimensionarmos demasiadamente os problemas. Nós nos preocupamos muito com eles e esquecemos a solução. Eu comecei a ter outra visão das dificuldades, a pensar que nada é insolúvel. Nada é impossível, só a morte não tem volta - e, se pararmos para pensar um pouco, nós estivemos quase mortos e voltamos", escreveu no capítulo “Tempo de Serenidade”, página 55.

Morte súbita

Na terça-feira, o jornalista, de 45 anos, morreu, após sofrer um infarto durante partida de futebol em Chapecó.

Henzel trabalhava na Rádio Oeste Capital e voltara ao batente um ano após sobreviver à tragédia.

Em 2017, Henzel lançara o livro "Viva Como se Estivesse de Partida". Nele, o autor fala sobre o incidente e a mensagem de importância à vida.

Na tragédia da Chape, além de Henzel, sobreviveram o o goleiro Jackson Follmann (que teve uma perna amputada), o lateral Alan Ruschel e o zagueiro Neto.