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Ex-namorada suspeita de jogar gasolina e de atear fogo em motoboy tem a prisão decretada

Segundo a família da vítima, agressão aconteceu porque jovem não aceitava fim de relacionamento de três anos

Marcos Nunes, da Agência O Globo

A Polícia Civil confirmou, nesta quarta-feira, que a Justiça atendeu pedido da delegada Márcia Becker, da 23ª DP (Méier), e decretou a prisão de uma jovem, de 20 anos, suspeita de jogar gasolina e de atear fogo no motoboy Daniel Jean Rocha Claudino, da mesma idade.

Segundo a família de Daniel, a agressora é ex-namorada do rapaz e teria incendiado a vítima, na última quarta-feira, por não aceitar o fim de um relacionamento de três anos.

Foto: Reprodução

Em  nota enviada pela assessoria da corporação, a polícia afirma que diligências estão sendo feitas para localizar e prender a suspeita. Segundo a polícia, o caso continua sendo investigado em sigilo.

Jovem pediu orações por sua recuperação
Internado em estado grave no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, o motoboy Daniel Jean Rocha Claudino, de 20 anos,  chegou a enviar um áudio, onde falando com dificuldades, pede por orações.

Ele teve 55% do corpo incendiado. O caso ocorreu em frente à casa do rapaz,  no Cachambi, Zona Norte do Rio. A agressão é investigada pela polícia como tentativa de homicídio.

Para Márcio Mesquita Marins, de 46 anos, tio do motoboy, a notícia de que a jovem pode ser presa a qualquer momento traz um alento para o sofrimento da família de Daniel.

— A gente quer que ela pague pelo o que fez. Meu sobrinho está no hospital. Nossa família está chocada com o que aconteceu. Uma pessoa normal não coloca fogo na outra —disse Márcio.



Nesta terça-feira, Márcio Mesquita Marins, de 46 anos, tio do motoboy, esteve na 23ª DP (Méier), onde o caso é investigado. Márcio e a mulher, Andrea Santos Rocha, prestaram depoimento por mais de uma hora. Os dois entregaram aos policiais uma postagem feita pela jovem, dias antes da agressão, onde ela insinuaria que estaria pronta para fazer algo. Para a família do motoboy, o crime teria sido premeditado.

— Eles tinham um relacionamento conturbado. Ela era agressiva e muita ciumenta. Foi tudo premeditado. Ela já chegou com a garrafa de gasolina na mão. Uma pessoa não anda levando gasolina assim sem mais nem menos. Fez isso com meu sobrinho por ciúme e maldade. Ele tem queimaduras de 2º e de 3º graus pelo corpo — diz Márcio.

Daniel Jean estava consertando o cabo do acelerador de sua motocicleta, por volta das 11h da última quarta-feira, quando a jovem se aproximou com uma garrafa de gasolina e um fósforo. Ele ainda teria tentado segurar a jovem, mas acabou tendo o corpo incendiado. Ele foi socorrido incialmente no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, e transferido posteriormente para o Souza Aguiar.