Brasil

Homem com covid-19 morre com suspeita de infecção por 'fungo negro' no Mato Grosso do Sul

Além dele, outras duas mortes com suspeita desta infecção estão sendo investigadas no Brasil

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Um homem com 71 anos, com covid-19, morreu em Campo Grande (MT) com suspeita de infecção por mucormicose, doença rara conhecida como 'fungo negro'. O idoso testou positivo para o novo coronavírus no dia 18 de maio, mesmo após ter recebido as duas doses da vacina e tinha diabetes e hipertensão arterial. As informações são do Correio Braziliense.

De acordo com a apuração do Correio Braziliense, o boletim médico do homem informou que ele apresentou a infecção no olho esquerdo e apresentava uma ferida na região da pálpebra e "lesão necrótica superior poupando a borda, apresentando quemose conjuntival sanguinolenta e úlcera corneana".

Além dele, outros dois casos de infecção e morte por 'fungo negro' de pacientes com covid-19 estão sendo investigados no Brasil. Um deles é de um homem  de 52 anos, de Joinville (SC), internado com covid-19 em março e que teve alta em abril. Devido à doença, ele apresentou um complicação metabólica chamada cetoacidose diabética. Isso é caracterizado como diabetes, então apresenta uma condição de risco para a mucormicose

Ainda segundo o Correio Braziliense, o outro caso é de um paciente de 39 anos com covid-19 internado na capital paulista. Ele teve um quadro moderado da doença, é jovem e não apresenta comorbidades que podem ser fatores de risco associadas ao fungo negro. A doença ganhou mais visibilidades nos últimos dias após uma explosão de casos na Índia, onde já atingiu 9 mil pacientes com covid-19.


O que é a doença
O 'fungo negro' é uma infecção não-transmissível muito rara causada por um mofo que é encontrado, em sua maioria, no solo, plantas, esterco, vegetais e frutas em decomposição.

O fungo atinge os tecidos da face, como nariz e olhos, e de podem levar à paralisia ou a necrose. Em casos mais graves é fatal. Pacientes com covid-19, que estão com a saúde mais abalada, tem chances de serem mais infectados.

Outros fatores de risco para a contaminação com mucormicose são: ter diabetes descontrolado, ser portador de doenças oncohematológicas (como a leucemia), que requerem transplante de medula óssea, ou fazer uso de altas doses de remédios da classe dos corticoides que possuem ação anti-inflamatória.