Brasil

Homem é preso suspeito de torturar empregado que teria furtado R$ 8 mil

Funcionário negou ter pego o valor, mas disse ao patrão que fez o furto para parar de apanhar

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
- Atualizada em

Um empresário foi preso em flagrante suspeito de torturar um funcionário que ele acredita ter roubado R$ 8 mil dele. O caso aconteceu no último sábado (22), na cidade de Aparecida de Goiânia (GO) e o empregado, de 32 anos, disse que esteve sob agressão durante quatro horas. As informações são do G1 Goiás.

O boletim de ocorrência do caso registra que, às 15h, o empresário realizou uma queixa de furto contra o empregado, na qual alega que o crime foi confessado pelo suspeito do roubo do dinheiro. No entanto, o próprio empregado foi à delegacia por volta de 22h para dizer que foi torturado e que confessou o furto "porque não suportava mais apanhar", mas não tinha pego o dinheiro.

O empregado ainda disse que foi agredido por cerca de 4h, por pouco não foi eletrocutado, ficou com vários hematomas pelo corpo e foi até  ameaçado de morte. O empresário então confessou as agressões "com o intuito de fazer a vítima confessar o furto". Com a declaração, ele foi preso.

Foto: Reprodução/TV Annhanguera

Após o expediente da última sexta-feira (22), o patrão chamou a vítima e outro funcionário para conversar. "Ele disse que tinha sumido R$ 8 mil que estava dentro de uma caixa, na estante da casa dele, e que tinha sido um de nós dois porque tínhamos trabalhado na casa dele na semana passada", disse ao G1.

No dia seguinte, ele foi novamente chamado a ir até a casa do patrão, e lá a tortura começou. A vítima conta que o empresário tentou enforcá-lo, bateu com uma corda e uma mangueira no rapaz e o ameaçou de morte. "Ele falava: 'confessa senão eu vou te matar'. Eu estava quase desmaiado e ele ligou uma torneira e me molhou todo com uma mangueira. Depois pegou dois fios e ligou no padrão de energia da casa dele falando que ia me dar um choque", relatou o empregado.

Nesse momento, ele teria admitido o crime para evitar ser ainda mais torturado. Após conseguir sair, o empregado pediu ajuda ao irmão e eles foram ao IML fazer exame de corpo de delito e depois registrar a ocorrência.