Brasil

Homem mata médica e finge ser ela no WhatsApp por dois meses para enganar a família

De acordo com o delegado do caso, suspeito, que era motorista particular da vítima, movimentou cerca de R$ 200 mil da conta da profissional de saúde

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Um homem de 32 anos foi preso nesta semana acusado de matar a médica Gabriela Cunha, de 44 anos. Ele se passou pela vítima no Whatsapp durante dois meses para enganar a família. O motorista particular da profissional de saúde confessou o crime que aconteceu em Taguatinga (DF). As informações são do G1 Distrito Federal.

Foto: Reprodução
O crime aconteceu em outubro do ano passado quando o suspeito levou a médica do hospital onde ela era diretora até um banco, onde a vítima realizou um depósito na conta do homem.

Quando eles estavam retornando para a cidade onde ela trabalhava, ele estacionou em um local e disse que ouviu um barulho estranho na roda. Neste momento, um comparsa entrou no veículo, simulou um assalto e disse para seguirem até Brazilândia (DF).

Próximo a uma estrada de chão, o homem estrangulou a vítima e deixou o corpo no local. De acordo com a apuração do G1, após o crime, o motorista se passou pela vítima no WhatsApp durante dois meses para a enganar a família. Durante este período, ele movimentou cerca de R$ 200 mil da conta da vítima.

Durante as conversas, ao se passar por Gabriela, o suspeito enviava mensagens onde dizia que ela "estava internada em uma clínica de repouso para tratar de problemas pessoais, e retornaria no Natal".

A princípio a família não suspeitou, pois a médica costuma se internar para tratar de depressão. Porém, os erros de português nas mensagens e a demora do retorno da vítima intrigaram os familiares que registraram um boletim de ocorrência na polícia.

"A Gabriela tinha problemas pessoais, e ele inventou a história de que ela iria se internar em uma clínica de repouso. Com isso, ele ludibriou a família e os funcionários do hospital", explicou o delegado do caso, Leandro Ritt, ao G1.


Segundo Ritt, por causa da vida agitada, Gabriela fez uma procuração dando plenos poderes ao motorista, ou seja, ela poderia realizar pagamentos e assinar documentos em nome da vítima. O documento foi desfeito pela médica em outubro, mas o suspeito guardou uma cópia autenticada do mesmo.

O suspeito foi preso nesta segunda-feira (28) e ele mesmo levou os policiais até a ossada da vítima. O comparsa do crime ainda não foi encontrado pela polícia.