Brasil

Junta médica avalia estado de saúde de José Genoino

José Genoino foi preso no último sábado (16) para cumprir pena em regime fechado pela condenação no processo do mensalão

Agência Brasil

A junta médica do Hospital Universitário de Brasília (HUB) formada para avaliar o estado de saúde do deputado José Genoino (PT-SP) esteve na tarde de hoje (23) no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). Os cinco médicos examinaram o deputado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e vão repassar à Justiça um parecer sobre o estado de saúde dele, incluindo os resultados dos exames. Com base nesses documentos, Barbosa vai decidir se Genoino cumprirá sua pena em prisão domiciliar ou se voltará para a penitenciária da Papuda.

José Genoino foi preso no último sábado (16) para cumprir pena em regime fechado pela condenação na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ele se apresentou à polícia em São Paulo e foi transferido para Brasília com outros condenados no mesmo processo.

O deputado tem histórico de problemas cardíacos e em julho passou por cirurgia de dissecção na aorta. Em agosto deste ano, por causa de um acidente vascular cerebral, pediu aposentadoria por invalidez na Câmara dos Deputados. Na última quinta-feira (21), Genoino passou mal na cadeia e teve autorização para ser removido para o ICDF, onde deu entrada na emergência às 14h com quadro de pressão alta.

José Genoino era presidente do PT quando estourou o chamado escândalo do mensalão, em que membros do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram acusados de comprar apoio político no Congresso Nacional para aprovação de matérias de interesse do Palácio do Planalto.

O então ministro da Casa Civil de Lula, José Dirceu, foi apontado como principal articulador do esquema, que tinha o publicitário Marcos Valério como operador financeiro e pessoas ligadas aos bancos BMG e Rural como intermediários. Todos, inclusive o delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson, foram condenados pelo STF. Vinte e cinco réus foram condenados no processo: 11 já estão presos e um está foragido.