Brasil

Justiça prorroga prisão de supostos hackers presos pela PF

Delgatti confirmou em depoimento que foi autor da invasão ao Telegram de Moro

Agência O Globo

O juiz da 10ª Vara Federal do DF, Vallisney de Oliveira, determinou nesta sexta-feira a prorrogação da prisão temporária, por mais cinco dias, dos supostos hackers investigados pela invasão do Telegram do ministro Sergio Moro. Walter Delgatti Neto, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Oliveira e Danilo Marques foram presos na terça-feira pela Polícia Federal (PF) na Operação Spoofing.

Vallisney acolheu pedido da PF de prorrogação da prisão, sob o argumento de precisar de mais tempo para análise das provas apreendidas. As temporárias venceriam no sábado e ficarão válidas por mais cinco dias. Os presos devem prestar novos depoimentos nos próximos dias. Delgatti é suspeito de ser o líder da organização criminosa articulada para invadir conversas de autoridades, com a ajuda dos demais, segundo a PF.

“Sem a prorrogação de mais 5 dias das prisões, soltos os investigados poderão agur e combinar e praticar condutas, isoladamente e em conjunto, visando apagar provas em outros endereços, mudar senhas de contas virtuais, fazer contatos com outras pessoas eventualmente envolvidas, retirar valores de contas desconhecidas ou de algum modo prejudicar o inquérito policial”, afirmou o juiz em seu despacho. Saiba que autoridades, juízes e procuradores foram alvo de ataques de hackers.

Os quatro foram presos na última terça-feira na Operação Spoofing, da PF. Delgatti confirmou em depoimento que foi autor da invasão ao Telegram de Moro e que repassou o material ao site “The Intercept Brasil”. Os demais alvos negaram envolvimento com o caso.