Brasil

Mãe de jovem morto em supermercado disse que foi impedida de se aproximar do filho

Seguranças já respondem por omissão de socorro e podem responder até por participação no crime

Agência O Globo

Dinalva Oliveira, mãe de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, de 19 anos, morto na última quinta-feira no supermercado Extra, na Barra da Tijuca, após ser estrangulado pelo segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios até o início da noite desta terça-feira. À polícia, ela contou que outro segurança a impedia de se aproximar do filho e que, para intimida-la, ele colocava a mão no coldre que guardava sua arma.

De acordo com o diretor da DHPP, delegado Antônio Ricardo, outros dois seguranças serão ouvidos na quarta-feira. Eles já respondem por omissão de socorro e podem responder até por participação no crime.

— Os agentes patrimoniais que nada fizeram poderão ser responsabilizados, sim, por omissão de socorro. Se mudar para doloso, poderão também responder por este crime — afirmou o delegado.

Antônio Ricardo contou alguns detalhes sobre o depoimento de Dinalva.

— O depoimento da mãe do rapaz foi muito emocionado. Foi preciso um psicólogo para acompanhar o depoimento. Ela disse que o segurança ficava com a mão no coldre. Além disso, depois ele se omitiu na prestação de socorro.

Ela contou que, ao perceber que ao gritar não estava sendo atendida, decidiu mudar de postura.

— Ela contou que baixou o tom de voz, pedindo que largasse o rapaz, mas, mesmo assim, o segurança continuou a apertar o pescoço do filho — relatou Antônio Ricardo.

Dinalva não falou com a imprensa, mas seu advogado, Marcelo Ramalho, na saída da DH, falou sobre a expectativa de que o segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio passe a responder pelo crime de homicídio doloso.

— Ela está bastante abalada com essa tristeza que ocorreu. Estamos confiantes no trabalho da polícia civil, os delegados competentes certamente vão mudar a conduta para homicídio doloso — disse.