Brasil

Marcela Temer pede a juiz devolução de celular e talão de cheques apreendidos

Itens foram apreendidos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal na residência de Temer

Agência O Globo

A ex-primeira-dama Marcela Temer protocolou uma manifestação ao juiz Marcelo Bretas , da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, solicitando a devolução de quatro itens apreendidos em sua residência na quinta-feira passada na Operação Descontaminação que diz serem seus: um aparelho celular, um tablet, um talão de cheques e um contrato de locação de imóvel. A petição foi apresentada nesta quarta-feira por seus advogados.

Os itens foram apreendidos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal na residência onde o ex-presidente Michel Temer e Marcela vivem em São Paulo. Na petição, os advogados de Marcela afirmam que a PF “excedeu” o mandado ao apreender itens pertencentes a ela, e não apenas os itens do emedebista. “A peticionária não é investigada pela prática de nenhum crime e, portanto, seus bens de uso pessoal não interessam, em hipótese alguma, para investigação, razão pela qual, inclusive, Vossa Excelência não determinou a apreensão”, escreveram os advogados.

O material foi encaminhado à perícia da Polícia Federal para análise de possíveis informações úteis às investigações. Caberá agora a Bretas decidir se determina a devolução, impedindo que a PF pericie os itens, ou se considera o material possivelmente relevante para as investigações.

O auto de apreensão relativo à residência de Temer revela que a PF apreendeu aparelhos celulares, tablets, documentos, HDs e até mesmo quatro armas: três revólveres, uma espingarda e munições. Também foi apreendido um tablete do patrimônio da vice-presidência da República.

Temer foi preso preventivamente na quinta-feira passada, por ordem do juiz Marcelo Bretas, na deflagração da Operação Descontaminação. A suspeita é que o ex-presidente recebeu propina das obras de Angra 3 por meio do seu operador financeiro, o coronel João Baptista Lima. Parte dessa propina foi usada para reformar um imóvel de sua filha Maristela, diz o Ministério Público Federal. Na segunda-feira, o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, determinou a soltura de Temer e de outros alvos.