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Médico e estudante são denunciados por estupro de vítima dopada com esctasy

Suspeitos foram presos dia 1º de outubro, por conta de mandados de prisão temporária, expedidos pela Justiça.

Macos Nunes, da Agência O Globo

O Ministério Público denunciou por crime de estupro de vulnerável o médico médico Lucas Pena de Oliveira e o estudante de medicina Guilherme Amorim Tobias. Eles são suspeitos de envolvimento na violência sexual praticada contra a jovem X. Segundo investigações feitas pela delegada Juliana Ziehe, da 106ªDP (Itaipava) a vítima foi dopada com esctasy, após sair de uma festa universitária e estuprada no apartamento do médico. O crime ocorreu no último dia 31 de agosto, em Petrópolis, na Região Serrana.

Foto: Reprodução
O médico e o estudante foram presos dia 1º de outubro, por conta de mandados de prisão temporária, expedidos pela Justiça. Nesta quinta-feira, a delegada disse que concluiu o inquérito e pediu à Justiça decretação da prisão preventiva da dupla . Atualmente, X. está sendo submetida a tratamento psiquiátrico para tentar superar o trauma. .

Segundo a delegada, mensagens trocadas por um aplicativo de celular, revelam que o médico e o estudante combinaram de comprar a droga para dar as mulheres que fossem à festa. De acordo com as investigações, no dia 31 de outubro, após sair do local onde estava sendo realizado o evento, a vítima, os indiciados e um grupo de amigos pararam em um posto de gasolina.

Neste local, após receber a droga das mãos do estudante de medicina, o médico teria então colocado um comprimido de esctasy na boca da jovem, sem que ela percebesse que se tratava de um entorpecente. Todos foram para o apartamento onde Lucas mora, onde continuariam a comemoração. X. lembra que, após chegar ao local, perdeu os sentidos.

Horas depois, acordou e percebeu que estava tendo uma relação sexual não consentida com o médico.

A vítima relatou ter pedido para que ele parasse, mas não foi atendida e perdeu os sentidos. No dia seguinte, acordou com dores e viu que, no apartamento, estavam além dela, o médico e o estudante de medicina.

X. procurou a polícia 15 dias após a agressão e denunciou o crime. No dia 1º de outubro, policiais civis cumpriram mandados de prisão contra o médico e contra o estudante.Durante a operação, batizada pela polícia de Tarja Preta, foram apreendidos remédios de uso controlado, maconha e o celular de um dos envolvidos no crime.

O aparelho foi periciado e os policiais acabaram encontrando a troca de mensagens, onde o médico e o estudante combinaram a compra da droga que seria usada em mulheres na festa.

O médico prestou depoimento e alegou ter mantido relações sexuais consensuais com a jovem.

Para a polícia, a relação sexual não foi consentida pela vítima .

— A vítima em nenhum momento quis ter relação sexual com o médico. Ela foi inclusive drogada. O médico e o estudante combinaram previamente que levariam droga para festa e que dariam para mulheres. O que comprova a intenção deles em praticar um crime. Já conclui o inquérito, que foi remetido à Justiça, e pedi que a prisão temporária fosse convertida em prisão preventiva — disse a delegada Juliana Ziehe.

De acordo com denúncia do MP, o crime foi praticado quando a vítima já não tinha mais domínio sobre o próprio corpo e estava absolutamente impossibilitada de oferecer resistência.

O crime de estupro de vulnerável prevê, em caso de condenação, uma pena que varia de oito a quinze anos de prisão.