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Menina de 10 anos, com epilepsia, fica grávida e é impedida de fazer aborto; entenda

A suspeita é que a criança tenha sido estuprada; caso aconteceu no Acre

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Uma menina de 10 anos está grávida de cinco meses e foi impedida de fazer aborto no Acre. A suspeita é que a criança, que tem deficiência mental e epilepsia, tenha sido estuprada. Como a gravidez está no quinto mês, ela ficou impossibilitada de realizar o procedimento de aborto, já que nesse estágio o processo pode oferecer riscos maiores à saúde. As informações são do portal UOL.

De acordo com o UOL, a polícia de Tarauacá (AC), cidade em que a garota vive com o pai e uma irmã, procura o autor ou os autores do crime. Na última sexta-feira (20), um vizinho da criança foi preso preventivamente. Ele nega as acusações. Essas informações foram dadas ao UOL pelo delegado Ricardo Casas. 

Ainda segundo o delegado, desde a prisão do suspeito, a polícia identificou outras pessoas que poderiam ter cometido o crime, porém não pode dar mais detalhes já que o inquérito corre em segredo de justiça por envolver menor de idade. 

"Ela tem o desenvolvimento mental reduzido e não consegue se expressar. Por causa disso, ainda não conseguimos fazer um retrato falado em que ela aponte o autor ou os autores. Mas ninguém está descartado", disse Casas ao UOL.

O conselheiro tutelar de Tarauacá, Antônio de Souza Castro, afirmou que o estado de saúde da menina é estável, ela é acompanhada por uma psicóloga e recebe cuidados do pai. 

O aborto é garantido por lei em caso de estupro, risco de morte para a mãe ou se o feto for anencéfalo, mas a organização Mundial da Saúde indica que a interrupção da gestação seja feita até a 20ª ou 22ª semana, e com o feto pesando menos que 500g. Depois desse período, a entidade recomenda o acompanhamento pré-natal especializado — o que provavelmente aconteceu com a garota. Uma interrupção a essa altura pode ser realizada, porém representa mais riscos.

Ainda de acordo com o delegado, as autoridades chegaram até a menina após a vereadora Janaína Furtado (Rede) denunciar o caso em seu Facebook. Na publicação, escrita em 19 de dezembro, ela diz: 

"A menina já teria ido a Cruzeiro do Sul para retirada da criança, porém, isso não aconteceu porque o bebê já está com 5 meses. De acordo com informações de conselheiros tutelares, a justiça vai aguardar o nascimento do bebê para realizar o exame de DNA e identificar quem é o pai do bebê, entre os suspeitos apontados por ela", postou Janaina. 

Foto: Reprodução