Brasil

Ministério da Agricultura interdita fábrica que produziu cervejas contaminadas

Anvisa também determinou proibição de comercialização e recolhimento de lotes da bebida que teria causado dano a saúde de oito pessoas

Paula Ferreira, da Agência O Globo

O Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) decidiu interditar, nesta sexta-feira, a Cervejaria Backer, fabricante da cerveja Belorizontina.  Segundo o Mapa, também foram apreendidos 16 mil litros de cerveja.  Nesta semana, um laudo preliminar da perícia criminal da Polícia Civil apontou a contaminação de duas amostras da bebida com a substância dietilenoglicol. A ingestão da cervejas teria provocado insuficiência renal grave e alterações neurológicas em oito pessoas.

Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura

O Mapa também determinou a apreensão de produtos que se encontram no mercado. O órgão afirma que auditores especializados estão analisando amostras para identificar de que maneira foi feita a contaminação do produto.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também suspendeu preventivamente a distribuição e comercialização de dois lotes da Belorizontina e determinou o recolhimento do produto. A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial nesta sexta-feira. A Anvisa utilizou como argumento para a ação preventiva os laudos obtidos pela polícia civil mineira. Os lotes proibidos são o L1 1348 e L2 1348. Segundo a agência, a empresa "infringiu dispositivos legais".



De acordo com a assessoria da Backer, os lotes L1 1348 e L2 1348 têm 33 mil cervejas cada. Nesta sexta, a Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública também notificou a Backer a apresentar no prazo de dois dias a campanha de Recall para recolher os produtos do mercado, ou comprove que o produto não está ligado aos incidentes relatados.

A Backer, responsável pela Belorizontina, afirmou em nota que o dietilenoglicol, também conhecido como éter de glicol, não faz parte do seu processo de produção e negou que o produto guarde relação com os sintomas apresentados pelas vítimas.