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Motorista de aplicativo é preso suspeito de estuprar passageira que estava embriagada

Após o abuso, o homem anotou perfil do Instagram na canela da vítima

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Um motorista do aplicativo Uber, de 41 anos, foi preso neste sábado (12) após ser acusado de estuprar uma passageira de 22 anos que estava embriagada e não conseguiu reagir ao abuso sexual. O crime aconteceu na cidade de Goiânia (GO). As informações são do G1 Goiás.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
De acordo com a apuração do G1, uma amiga da jovem pediu o veículo para a jovem retornar para a casa após uma reunião de amigos. "A jovem disse que se lembra apenas de flashs, do motorista vestindo a roupa e mandando ela descer do carro na rua da casa dela”, contou a delegada do caso, Ana Elisa Gomes.

Segundo as investigações do crime, o motorista manteve a jovem no carro durante 3 horas, quando percurso até a casa da vítima duraria apenas 15 minutos. Na manhã da sexta-feira (11), a passageira registrou uma queixa na Polícia Civil. “Ela fez exames no IML que comprovaram o estupro. Além disso, o motorista anotou o Instagram dele na canela dela usando uma caneta”, disse a delegada ao G1.

Em nota enviada ao G1, a Uber afirmou que "lamenta o crime terrível que foi cometido e que "nenhum comportamento criminoso é tolerado". Ela disse ainda que o motorista foi banido da plataforma assim que a denúncia foi realizada.

O suspeito foi preso neste sábado (12) e ficou em silêncio durante o todo o interrogatório. Ele irá responder por estupro de vulnerável, já que a vítima estava embriagada e não tinha condições de reagir ao abuso. Ele foi levado para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

De acordo com as investigações, o homem já tinha passagens por contrabando e homicídio culposo no trânsito.

O suspeito trabalhada em programas de assistência social ligadas à prefeitura de Aparecida de Goiânia. Após a denúncia, o órgão informou que exonerou o suspeito da função que ocupava.

Confira na íntegra a nota da Uber:
"A Uber lamenta o crime terrível que foi cometido. Nenhum comportamento criminoso é tolerado e o motorista foi banido do aplicativo assim que a denúncia foi feita.
A Uber repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência. Nenhuma viagem com a plataforma é anônima e todas são registradas por GPS. Isso permite que, em caso de necessidade, nossa equipe especializada possa dar suporte às autoridades, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos e qual o trajeto realizado, além de acionar seguro que cobre despesas médicas em caso de incidentes.

É importante esclarecer que todos os motoristas parceiros cadastrados na Uber passam por uma checagem de antecedentes criminais realizada por empresa especializada que, a partir dos documentos fornecidos para cadastramento na plataforma, consulta informações de diversos bancos de dados oficiais e públicos de todo o País em busca de registros de crimes ou infrações que possam ter sido cometidas. No caso específico, a empresa solicitou que uma rechecagem da verificação sobre o ex-motorista fosse feita, para entender o que pode ter ocorrido.

A empresa está à disposição para colaborar com as autoridades no curso da investigação ou de processos judiciais, nos termos da lei. Todavia, independentemente da gravidade do caso, a Uber só pode compartilhar dados respeitando a legislação aplicável, em especial o Marco Civil da Internet. O Marco Civil da Internet é a lei federal que regula qualquer tipo de compartilhamento de dados no Brasil e proíbe o compartilhamento de dados pessoais com terceiros, exceto nos casos expressamente previstos em lei.

A empresa defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. Como parte desses esforços, em novembro a Uber anunciou um compromisso público para enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, materializado no investimento de R$ 1,55 milhões até 2020 em projetos elaborados ao longo dos últimos 18 meses em parceria com nove entidades que são referência no assunto: Associação Mulheres pela Paz, AzMina, Rede Feminista de Juristas (deFEMde), Força Meninas, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Instituto Igarapé, Instituto Patrícia Galvão, Instituto Promundo e Plan International Brasil."