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Mulher confessa ter matado marido a tiros: 'instinto'

"No dia dos fatos, discutimos. Ele pegou a arma para me ameaçar e foi tudo muito rápido", relatou

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

Uma mulher, que não teve o nome divulgado, se apresentou na polícia acompanhada de um advogado para confessar que matou o marido a tiros. O caso aconteceu no dia 4 de maio, em São Vicente, no litoral de São Paulo. As informações são do G1. 

Segundo a mulher, o crime foi em legítima defesa. "No dia dos fatos, discutimos. Ele pegou a arma para me ameaçar e foi tudo muito rápido. Se eu te disser como consegui pegar a arma da mão dele, racionalmente, não consigo explicar. Ele já me ameaçou outras vezes, mas com martelo, faca e, dessa vez, com a arma. Eu só pensei em me defender. Foi o instinto de salvar a minha vida. Me doeu. Ele era o pai das minhas filhas, vivi muitos anos com ele. Foram dias muito difíceis para mim", contou a mulher para o portal.

Ela chegou a ser encaminhada para Cadeia Pública do município após mandado de prisão temporária, mas foi liberada. O advogado dela contou ao G1 que ela responderá o processo em liberdade. 

A filha da investigada relatou para polícia que no dia do crime saiu para comprar pão e deixou o casal discutindo em casa. Ao retornar, momentos depois, ela encontrou a mãe gritando no quarto e apontando para Ademir, que estava baleado no chão. A mulher afirmou à filha que "não queria ter feito aquilo". Ela chegou a acionar o socorro e fugiu em seguida.

"Eu sabia que se ele pegasse a arma, era eu quem morreria. Eu só pensava em segurar a arma para ninguém se machucar. O primeiro tiro nem vi que o atingiu, porque ele continuou vindo para cima de mim. É duro você optar por viver e se defender, e ainda poder pagar por isso. Quando fugi, tinha a intenção de me apresentar, mas, ao mesmo tempo, tinha medo de deixar minhas filhas", relatou a mulher. 

A acusada e o companheiro, o policial militar aposentado Ademir Marques Pestana, estavam juntos há 13 anos e eles brigavam muitos. Ela já tinha até registrado boletins de ocorrência contra ele.