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Mulher será indenizada em R$ 150 mil após ficar semanas com feto morto na barriga

Além disso, a mulher descobriu que o feto foi descartado em “aterro sanitário”, sem certidão de óbito ou autorização dos pais

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

Uma mulher, que não teve o nome divulgado, vai receber R$ 150 mil de indenização dos municípios de São Paulo e Diadema, por causa de negligência no atendimento do pré-natal. Ela passou semanas com um feto morto dentro da barriga. A gestação ocorreu em 2012. 

De acordo com informações do UOL, a mulher reclamou diversas vezes à equipe médica que sentia dores, que a barriga não crescia e não sentia o bebê mexer. Após alcançar 32 semanas de gestação, ela descobriu que o feto havia morrido com 10 semanas. Além disso, a mulher descobriu que o feto foi descartado em “aterro sanitário”, sem certidão de óbito ou autorização dos pais.  A sentença foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. 

A mulher entrou na justiça contra as prefeituras alegando que houve conduta negligente por parte dos médicos durante o pré-natal. Consta nos autos do processo, que quando a gestante se queixou para o médico ele a tranquilizou  e disse que a barriga estava pequena por causa de "baixa quantidade de líquido amniótico".

Para justiça, ela ainda contou que quando estava com 32 semanas de gravidez sentiu fortes dores abdominais e notou que estava sangrando. Ela foi ao hospital e novamente foi tranquilizada. Apenas no dia seguinte, ao retornar ao hospital, a mulher descobriu que o feto havia morrido através de um exame. Os testes não conseguem precisar o momento em que o óbito ocorreu, apenas que havia se passado pelo menos duas semanas.

Ainda segundo o UOL, o feto natimorto foi retirado e descartado sem a emissão de certidão de óbito ou consentimento em um aterro sanitário não identificado. Essa conduta é proibida por  lei, que estabelece que o documento deve ser emitido em gestações acima de 20 semanas e com o feto pesando acima de 500 gramas.