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Mulher viva é declarada como morta e teve quadro de 'autorressuscitação'; entenda o caso

Família vai precisar entrar na justiça para anular a certidão de óbito, pois Maria é aposentada e deixará de receber o benefício se for considerada morta

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Uma mulher de 62 anos passou por um quadro de 'autoresssurreição', conhecido como Síndrome de Lázaro, após ser atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Cruz Alta (RS). O caso aconteceu na última quinta-feira (22). As informações são da RBS TV Cruz Alta

De acordo com a apuração da TV, o parecer foi dado pelo técnico do Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS) que administra a UPA. Segundo o médico Sérgio Ruffini, que estava à frente da análise do caso, Maria Margarete dos Santos Jesus voltou a respirar uma hora depois de ter parada cardiorrespiratória.

"[Ela voltou a respirar] exatamente uma hora depois. É o tempo que eventualmente pode acontecer, neste caso, para esta síndrome, a chamada Síndrome de Lázaro, que é a autorressuscitação após manobras de atendimento à parada cardíaca sem sucesso, que foi o primeiro passo", disse.

Ele disse ainda que não houve erro médico no caso. Após apresentar sinais vitais, Maria foi transferida para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital de Ijuí, onde passou por uma cirurgia para implantar uma mola no coração.

"Não houve falha nem de pessoas, nem de instrumentos, nem de equipamentos. Todos os procedimentos foram rigorosamente dentro do que deveria ter sido feito", reforçou o médico.

De acordo com a filha de Maria Margarete dos Santos Jesus, Adriane Santos, ela passou mal na quinta-feira (22) e desmaiou em casa e foi levada para UPA, onde chegou sem pulsação. A equipe médica tentou reanimá-la por cerca de 40 minutos.

Em entrevista à TV, a filha disse ainda que a médica que atendeu a idosa informou que ela faleceu e uma certidão de óbito foi emitida. Enquanto Adriana encaminhava o enterro da mãe, ela recebeu uma ligação da UPA.  

A família vai precisar entrar na justiça para anular a certidão de óbito, pois Maria é aposentada e deixará de receber o benefício se for considerada morta.