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Museu da Língua Portuguesa não tem prazo para ser reaberto

Uma equipe deu início a obras emergenciais na Estação da Luz, prédio que abrigava o museu.

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Não há previsão para que o Museu da Língua Portuguesa, destruído por um incêndio na segunda-feira (21) seja reconstruído. O governo de São Paulo e a IDBrasil, entidade que cuidava da gestão do museu afirmo que há a necessidade de avaliar danos do incêndio e a complexidade da restauração do imóvel, que fica na região central de São Paulo.Uma equipe deu início a obras emergenciais na Estação da Luz, prédio que abrigava o museu. O objetivo é impedir a queda de estruturas de madeira do telhado que foram parcialmente destruídas pelas chamas, e também escorar uma parede interna do edifício, que corre risco de desabar.As obras emergenciais estão previstas para durar até segunda-feira (28).AcidenteUm incêndio de grandes proporções atinge o Museu da Língua Portuguesa, na Praça da Luz, região central de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (21). As chamas são bem altas e tomam conta de boa parte do museu.Ronaldo Pereira da Cruz, 39 anos, funcionário do Museu da Língua Portuguesa, morreu vítima do incêndio. Ele trabalhava como bombeiro civil e tentou controlar o foco de incêndio. Com várias queimaduras pelo corpo, ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. Segundo informações da coluna 'Negócios', da revista 'Época', Ronaldo morreu após voltar ao prédio pela terceira vez.O museu estava fechado para o público nesta segunda-feira. Muito altas, as chamas consumiram boa parte dos 4,3 mil m² distribuídos nos 3 andares do prédio. Por conta do fogo e também da fumaça, a Estação da Luz do Metrô permaneceu fechada na segunda.InvestigaçãoO incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa pode ter sido causado por um curto-circuito que teve início com a troca de uma luminária. A informação foi dada por um funcionário do museu a equipes da Defesa Civil, segundo o coordenador do órgão, Milton Persoli. "Uma simples troca de luminária, sem uma prevenção adequada, pode desencadear um processo como esse", disse Persoli. De acordo com o funcionário, a troca foi no segundo andar do museu, local onde o fogo começou. Essa não é a única possível causa que está sendo investigada pela polícia. Na madrugada desta terça-feira (22), técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizaram uma primeira investigação no local.  O trabalho de investigação deve avançar a partir do final do trabalho de rescaldo realizado pelo Corpo de Bombeiros. Segundo informações do site G1, pequenos focos ainda apareciam no interior da edificação.