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'Não pude ser ouvido', diz acusado de espancar mulher por 4h

Advogado disse que vai manter sigilo sobre a versão dele sobre o caso, o que só será divulgado no dia 18

Agência O Globo
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O  advogado Caio Conti Padilha, que assumiu na semana passada a defesa do estudante de Direito Vinícius Batista Serra, de 27 anos, vai entrar com o pedido de revogação da prisão preventiva. Segundo o advogado, o estudante, que é acusado de espancar a paisagista Elaine Peres Caparroz, de 55 anos, durante quatro horas, pode responder pelo crime em liberdade. Caio Conti Padilha já conversou com o seu cliente, mas disse que vai manter sigilo sobre a versão dele sobre o caso, o que só será divulgado no dia 18, quando termina o prazo para apresentação da primeira peça da defesa. Ao advogado, Vinícius disse que não conseguiu ser ouvido.

— O Vinícius me disse "não pude ser ouvido". Na delegacia, ele ainda estava muito nervoso. Depois disso, o procedimento na delegacia foi tão rápido que ele não conseguiu ser ouvido.  Ele vai esclarecer o que aconteceu, mas pode responder em liberdade — disse o advogado.

Vinícius Serra foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio e levado para a 16ªDP (barra da Tijuca), onde o caso foi registrado. Segundo a delegada Adriana Belém, responsável pela investigação, Vinícius disse que só falaria em juízo.

Foto: Reprodução

Caio Conti Padilha, que estuda o pedido de revogação da prisão, disse que Vinícius Batista Serra não preenche os requisitos para uma prisão preventiva. A defesa vai alegar que o acusado é réu primário, tem bons antecedentes:

— Nesse momento, a prisão preventiva não é necessária. Pode ser substituída por outra medida. Além dos bons antecedentes, Vinícius tem bom histórico profissional e  passou na prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Vinícius Serra estava preso preventivamente no Hospital Penal Psiquiátrico Roberto Medeiros,  mas foi transferido no dia 27 de fevereiro para um presídio comum depois após última avaliação psiquiátrica, quando foi constatado estabilidade no quadro médico. Além disso, após resultados dos exames feitos durante a internação, não houve alteração do quadro clínico psicopatológico.

Elaine Caparroz foi agredida no dia 16 de fevereiro, no apartamento em que morava, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Ela aceitou receber o rapaz no imóvel. O encontro foi marcado após oito meses de conversas e de mensagens trocadas por uma rede social. Com várias lesões graves no rosto, Elaine ficou internada mais de uma semana e terá que ser submetida a cirurgias de reparação.