Brasil

O que se sabe sobre a mutação do coronavírus encontrada no Amazonas

Variante foi descoberta através de turistas brasileiros no Japão

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Na última terça-feira (12), uma variante do Sars-Cov-2 teve a origem identificada no Amazonas, a partir de quatro turistas brasileiros que foram para o Japão. A Fiocruz Amazonas constatou que a cepa é a evolução de uma linhagem que circularia no estado brasileiro desde abril de 2020. As informações são do jornal Metrópoles.

Ainda de acordo com o estudo, a mutação, chamada de B.1.1.28, seria recente, “provavelmente ocorrido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021”. Essa nova cepa teria sofrido dez mutações na proteína spike, que facilita a entrada do vírus no corpo humano, além de um "número incomum de alterações genéticas". Ela teria um padrão semelhante ao das mutações encontradas no Reino Unido e na África do Sul.

Apesar da situação caótica da covid-19 no estado amazonense, onde profissionais de Manaus relataram até a falta de oxigênio nos leitos, essa não seria causada só pela mutação. 

“Considero que a situação é multifatorial. Temos o início da temporada de vírus respiratório na Amazônia, que historicamente acontece em meados de novembro em diante. É o que chamamos de inverno amazônico, quando outros vírus respiratórios como a influenza também aumentam”, diz Felipe Naveca, vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz, segundo o Metrópoles.

Ele também atribui o alto número de disseminação do vírus ao descumprimento de regras de isolamento social. “Um fato importante é que nem o vírus mutante nem o original conseguem atravessar a máscara, não resistem à lavagem das mãos com água e sabão ou com álcool em gel e a transmissão também é evitada com o distanciamento social”, explicou.