Brasil

Pintor morre após ataque dos próprios pit bulls dentro de casa

Os animais não soltaram do dono mesmo após todas as tentativas do enteado e da esposa tentarem afastar os cães

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Um pintor de 55 anos foi morto dentro de casa após um ataque dos próprios pit bulls nesta segunda-feira (11), em Goiânia (GO). Em entrevista à TV Anhanguera, a família contou que os cachorros começam a mordê-lo quando Edmilson Alves de Oliveira foi fechar o portão da casa. Os animais não soltaram do dono mesmo após todas as tentativas do enteado e da esposa de afastarem os cães.

Foto: Reprodução/Tv Anhanguera
Em entrevista à TV, Maria Oliveira, de 66 anos, esposa de Edmilson, contou que ouviu o marido gritar por socorro, mas não conseguiu ajudá-lo

"Os cachorros grudaram nele e iam ‘estilingando’ para tudo quanto era banda. Eu querendo acudir, ele estatelava os olhos em mim e pedia: ‘Me acode, Preta! Me acode!’. Eu não dava conta”, lamentou, desolada.

O enteado da vítima, que mora ao lado da casa, correu após ouvir os grito de socorro. Ele contou que tentou separar os cães do homem, mas também não conseguiu.

“Quando eu pulei o muro e cheguei aqui, vi minha mãe com um dos picolés de concreto e a única coisa que veio na minha mente foi ajudar ela. Peguei um desses concretos e fui tentar separar o meu padrasto dos cachorros. [Eles não largavam]. Eles mordiam fixamente e não soltavam de maneira nenhuma, mesmo batendo neles”, relatou à TV.
Foto: Reprodução/Tv Anhanguera
A família contou que chegou a acionar o Corpo de Bombeiros, que socorreu o pintor, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de chegar a uma unidade de saúde.

Os parentes mostraram vídeos dos cachorros sendo dóceis com o dono, mas relataram que os animais assumiram um comportamento mais agressivo nos últimos meses. Há trinta dias, a dupla matou um terceiro cachorro que a família tinha.

Por causa do ocorrido, os cães foram levados para um centro de Zoonoses da cidade, onde terão um avaliação do comportamento.

“É feito um acompanhamento veterinário, uma avaliação técnica, porém, devido à agressividade que eles estão demonstrando, dificilmente vão se socializar e poder ser doados. Após esses 90 dias eles podem, inclusive, ir para Eutanásia”, explicou o veterinário Bruno Sérgio Silva, responsável pela unidade.