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Polícia afirma que não há provas suficientes para indiciar Neymar por estupro

Delegada responsável pelo caso disse que não encontrou elementos suficientes de autoria

Adalberto Leister Filho, da Agência O Globo
- Atualizada em

A delegada Juliana Lopes Bussacos, titular da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, afirmou nesta terça-feira que não há provas suficientes para indiciar o atacante Neymar em acusação de estupro e agressão feita pela modelo Najila de Souza Trindade .

— Eu não indiciei (Neymar) por achar que não tenho elementos suficientes. O inquérito policial foi concluído, e não vi indícios suficientes de autoria. Mas nada obsta (impede) que o titular da ação penal, que é o Ministério Público de São Paulo dê continuidade à denúncia — afirmou Juliana.

Foto: Reprodução/Instagram

A delegada alegou que o inquérito corre em segredo de Justiça para não dar maiores detalhes sobre as razões de ter chegado a essa conclusão. Juliana havia solicitado acesso às imagens das câmeras de segurança do hotel em Paris onde supostamente o estupro e a agressão teriam ocorrido. O material, porém, não chegou a ser anexado ao inquérito.

— As imagens de Paris não chegaram aos autos, mas verifiquei que não se tratava de prova imprescindível para a conclusão do inquérito policial — disse a delegada.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) ainda não se manifestou sobre o caso. As promotoras do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica do MPSP têm 15 dias para dar andamento ao caso.

Pode haver pedido pelo arquivamento, haver o indiciamento ou pedido de novas apurações. Após manifestação do MPSP é que a Justiça irá definir se o processo continua. A polícia apura ainda suposto crime de extorsão, em denúncia feita por Neymar e seu pai contra Najila.

— Essa investigação corre em segredo de Justiça porque os fatos são conexos ao suposto crime de estupro. Dependemos do término da investigação que está com a doutora Juliana. Agora vamos apurar se houve denunciação caluniosa ou não - afirmou Monique Patrícia Ferreira Lima, da 11ª Delegacia de Polícia de São Paulo.