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Polícia descarta que menino tenha sido jogado de janela em São Paulo

Mãe deve responder por negligência; corpo foi sepultado na tarde desta quinta-feira (17)

Redação Correio 24h
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A Polícia Civil de São Paulo descarta que o menino Gustavo Storto, 5 anos, que morreu ao cair do 26º andar pela janela do apartamento de casa, tenha sido jogado.


Câmeras de segurança do prédio em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, mostram que a mãe do garoto não estava em casa no momento da queda do filho. A polícia trabalha com possibilidade de morte acidental.


A mãe do menino, Juliana Storto, no entanto, deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, motivado por negligência.


Em depoimento ela contou que deixou o filho em casa dormindo, sozinho, para ir buscar o namorado na Estação Morumbi da CPTM, em São Paulo.  Ela disse que ao chegar em casa viu as luzes acesas e no box do banheiro estavam duas cadeiras. Ao olhar para baixo, viu pessoas ao redor do corpo do filho, caído no estacionamento.


A mãe saiu do prédio às 22h54 e voltou à 0h - o menino caiu perto desse horário. A polícia diz que a mãe chegou cerca de 10 minutos depois da quedado filho. Ao perceber que o filho tinha caído, ela se desesperou e gritou muito.


A criança caiu perto da meia-noite, quando ela não estava mais no prédio – a mãe saiu às 22h54 e voltou à 0h, segundo as imagens das câmeras de segurança. A polícia diz que ela retornou cerca de 10 minutos após a queda. Segundo as investigações, a gritaria relatada por testemunhas foi o desespero da mãe quando percebeu que o menino havia caído.


A polícia acredita que a criança pode ter acordado com os fogos ou a comemoração durante os jogos de futebol na noite desta quarta-feira (16). A janela do banheiro era a única do apartamento sem tela e foi de onde, segundo os peritos, o menino caiu.


O corpo do menino foi enterrado às 16h50 desta quinta-feira (17) no Cemitério de Itapevi, também na Grande São Paulo. A família do pai disse durante o velório acreditar que a morte foi acidental. “Foi um acidente, mas foi negligência. Deixar sozinho é revoltante”, afirmou o tio, Giuliano Storto, de 37 anos, ao G1.

Correio24horas