Brasil

Polícia investiga se mototaxista levou neta de Flordelis para jogar celular no mar

Rapaz foi levado para prestar depoimento na DH de Niterói e São Gonçalo nesta quarta-feira (26)

Agência O Globo

Um mototaxista da Região Oceânica de Niterói foi conduzido, por volta das 15h desta quarta-feira, para prestar depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, dentro da investigação sobre a morte do pastor Anderson do Carmo. A polícia teve a informação de que o rapaz levou uma neta da deputada federal Flordelis para jogar um celular no mar na Praia de Piratininga, a cerca de oito quilômetros da casa da família, em Pendotiba, Niterói. A ação teria ocorrido no último dia 18, mesma data em que equipes da DH vasculharam a casa onde ocorreu o crime. O mototaxista chegou à delegacia numa viatura descaracterizada e está prestando depoimento.

A Polícia Civil apreendeu 20 celulares de pessoas que estavam na casa da deputada federal Flordelis (PSD). Em um dos celulares, a polícia descobriu que o telefone do pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis foi usado horas depois de sua morte.

Flordelis e o Pastor Anderson (Foto: reprodução)
Mensagens com pedidos de orações e dizendo "infelizmente as notícias são verdades" foram passadas do celular de Anderson para um grupo de evangélicos no WhatsApp. No texto, a pessoa se identifica como um dos filhos do pastor.

Celular do pastor continua sumido

O aparelho do pastor ainda não foi localizado. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira, Flordelis afirmou não saber o paradeiro do celular e pediu a quem souber que o entregue. As informações são de que o celular foi entregue a namorada de um dos filhos, que ficou de entregá-lo à Flordelis após o assassinato de Anderson do Carmo na madrugada do dia 16 quando ele chegava em casa, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Depois, o aparelho teria sido repassado para um dos filhos do casal, mas não foi encontrado.

A identificação de quem passou a mensagem usando no celular de Anderson não foi divulgada pela polícia.



Após vazamentos das investigações, a delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e responsável pela apuração do crime, determinou que o caso está sob sigilo.

Os dois filhos do casal, Flávio dos Santos e Lucas dos Santos, permanecem presos na DH de Niterói.