Brasil

Ronaldinho vira atração na polícia e na promotoria ao depor sobre documentos falsos

Uma das autoridades, de alto escalão, pediu para tirar foto com o "Bruxo"

Agência O Globo
- Atualizada em

Ídolo mundial, Ronaldinho Gaúcho foi tietado até mesmo quando foi depor no Ministério Público do Paraguai, na manhã desta quinta-feira, sobre o porte de documentos falsos. Uma das autoridades, que com cargo do alto escalão, pediu para tirar uma foto com o jogador, que vestia uma camiseta de quase R$ 5 mil de uma marca de luxo no momento do registro. O ex-meia do Barcelona parece sorridente e até faz o seu famoso gesto de "hang loose" com as mãos no momento em que a foto foi tirada. A imagem logo viralizou nas redes sociais, assim como os memes sobre o assunto.



O jogador também posou com funcionários do Ministério Público, em uma selfie compartilhada pelo jornalista paraguaio Walter Estigarribia, do canal "Trece".

"Quinta-feira casual na Promotoria Nacional...", escreveu o repórter ao postar a imagem no Twitter.



Ronaldinho e o irmão, Roberto de Assis Moreira, foram detidos na noite de quarta-feira no Yatch e Golf Club. O ex-craque responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, de 45 anos, que o representa no país vizinho, por portar o documento adulterado. Segundo seu um dos seus advogados, Adolfo Marín, "Ronaldinho está chocado e ainda não entende o que aconteceu".
Foto: Reprodução/Instagram

O defensor disse, ainda, que o ex-meia do Barcelona está disposto a colaborar com as autoridades e responder a todas as perguntas tanto quanto ele pode saber. No entanto, o advogado esclareceu que não há muitas informações com as quais o ex-futebolista possa lidar. Marín alegou que Ronaldinho simplesmente pegou os documentos que lhe foram oferecidos quando chegaram e deve ser considerado vítima, juntamente com o seu irmão, Roberto de Assis Moreira, porque caíram no uso de passaporte falso e documento de identidade, quando "eles não precisavam fazê-lo.

"Ele poderia entrar sem problemas com seu passaporte e carteira de identidade brasileira. Ele não é especialista em documentos. Ele acreditaria que eles deram a ele esses documentos de cortesia, de forma honorária. Eles desceram do avião com efervescência, lhes pediram os passaportes, eles os entregaram e aí veio o dilúvio", disse o defensor.