Brasil

Rua onde Anitta cresceu no subúrbio do Rio hoje é dominada pela violência

Avó paterna da cantora deixou a mansão que morava com ela e retornou para o bairro de origem

Agência O Globo

Na região em que Larissa brincava de pique, jogava bola e cantava com um microfone fictício, sonhando um dia virar Anitta, hoje é cercada de favelas dominadas pelo tráfico. A rua em Honório Gurgel, no subúrbio do Rio, onde a cantora morou até seus 19 anos, antes do estouro nacional, não é mais a mesma. O acesso é trancado com cadeado, e apenas pedestres e moradores circulam pelo local. O medo, no entanto, não cessou.

Anitta chegou a visitar o bairro em 2015, com Rodrigo Faro

Na esquina, próxima à antiga casa da Poderosa, funcionam uma oficina, uma escola infantil e existe um movimento normal de comércio. Mas, à noite, ninguém se atreve a sair na rua. “De manhãzinha também é perigoso. É a hora em que os assaltantes passam de moto ou carro roubando celulares do povo que sai para trabalhar. A grade não adiantou muito, pois eles esperam as pessoas passarem. Falta policiamento, é um absurdo”, lamenta uma moradora.

Avó paterna voltou a morar na casa

Ainda é comum passarem por ali e perguntarem onde fica a casa onde morou Anitta. A residência continua lá, do mesmo jeitinho. No imóvel simples de dois quartos, vive hoje a proprietária do terreno e avó paterna da cantora, Estella Matutina. “Ela não sai porque está doentinha”, informa, do buraco da fechadura e sem abrir o portão, a cuidadora que passa 24 horas na casa: “Sempre quando vem alguém fazer manutenção ou uma entrega, perguntam se foi aqui que ela morou”.

Anitta viveu no local até 2012. A poucos metros dali, na rua de cima, moram mais duas tias, Márcia, numa casa própria, e Margareth, num imóvel alugado. A avó, que antes morava com uma filha na Barra, quis voltar para Honório Gurgel em 2015, logo após a mãe e o irmão da cantora deixarem a casa para viver com a ex-moradora famosa na atual mansão da família.

A iniciativa de fechar as ruas, com grades de ferro e cancela, tomada cerca de seis meses atrás, virou alvo de uma investigação do Ministério Público, como informou O Globo, em dezembro do ano passado. Um inquérito foi aberto para apurar não só o fechamento da rua onde Anitta cresceu, mas também outras 27 vias próximas dali, nos bairros vizinhos Coelho Neto e Rocha Miranda.