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Saiba o que é e-lixo e porque ele é uma das principais causas de poluição ambiental

Brasil é o 7º país que mais produz lixo eletrônico no mundo

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Você já ouviu falar de e-lixo? Se não, está na hora de entender sobre esse problema mundial. Quando compramos um celular novo, trocamos de televisão, computador ou qualquer outro aparelho eletrônico, é comum descartarmos e isso gera um resíduo eletrônico, ou seja, um e-lixo.

Dessa forma, para entender esse conceito, é importante saber que qualquer coisa tenha um plug de tomada ou bateria e que já não tenha mais a sua utilidade original pode ser considerado um lixo eletrônico.

Arte: Betway Cassino
Entre os principais produtos descartados estão: os refrigeradores, máquinas de lavar, micro-ondas, além de aparelhos eletrônicos como televisores, computadores, telefones celulares, tablets, assim como pilhas, baterias, cartuchos e toners. Um item específico que lidera o e-lixo em aterros são as TVs de tubo.

O problema é tamanho que o estudo mais recente feito Global E-waste Monitor aponta ue somente em 2017 foram produzidos 44,7 milhões de toneladas de e-lixo, o equivalente ao peso de 4,5 mil torres Eiffel. É como se cada pessoa no mundo produzisse seis quilos desse tipo de lixo.

Como fazer diferente

Mas se eu preciso me desfazer desses itens, como não prejudicar o meio ambiente? Primeiro, é importante saber que muitos desses produtos podem ser reutilizados, manufaturados ou reciclados de forma a reduzir a geração de resíduos. Se descartar for a única opção, faça isso em empresas especializadas em reciclagem. Em Salvador, por exemplo, os shoppings Salvador Shopping e Salvador Norte Shopping possuem pontos de coleta de lixo eletrônico.  

Além disso, outra opção viável para redução do e-lixo é a chamada economia circular, que propõe mudar a relação de consumo. A ideia está relacionada desde o design e fabricação dos produtos, passando pela forma e o tempo com que são usados, até chegar no ponto de descarte. A ideia principal é que produtos usados possam ser reutilizados por outras pessoas ou para outros fins.

"Se pararmos para pensar, qual é o sentido de se guardar algo que não usamos mais? Ainda mais se hoje existe a possibilidade daquele celular que está encostado em casa virar uma fonte de renda, contribuir para a economia circular, ajudando a fechar o ciclo de consumo, gerando empregos decentes e sustentáveis e proporcionando acesso digital ao seu próximo proprietário", comenta Guillermo Arslanian, diretor de operações da Trocafone, uma empresa que compra aparelhos eletrônicos e os recondiciona no mercado.

Você pode também doar os aparelhos eletrônicos e gerar novas oportunidades, como aprendizado de montagem de desmontagem. "As peças utilizadas num equipamento eletrônico podem ser reaproveitadas como matéria prima (plásticos, metais, etc), pela retirada de metais preciosos (ouro, prata, etc), e a reutilização das peças (imãs, memórias, etc.) para outras funções", aponta Hernani Dimantas, pesquisador colaborador na USP em Sobrevivência Planetária e fundador de projetos de descarte de lixo eletrônico.

Brasil é um dos líderes na produção de e-lixo
De acordo com estudo produzido pelo blog do site de caça níquel online Betway Cassino,  o Brasil aparece como 7º país que mais produz lixo eletrônico no mundo. Nós brasileiros produzimos 1,5 milhões de toneladas de e-lixo e só ficamos atrás da China (7,2 milhões), Estados Unidos (6,3 milhões), Japão (2,1 milhões), Índia (2 milhões), Alemanha (1,9 milhões) e Reino Unido (1,6 milhões).

No ano, estima-se que é produzido no Brasil de 7 a 10 kg de lixo eletrônico. O descarte de celulares velhos no Brasil ultrapassa o volume de ¼ milhões de toneladas por ano.  A estimativa da quantidade de lixo eletrônico que produziremos no futuro, mas a expectativa é que ultrapassemos as 52 milhões de toneladas anuais em 2021 até 2050.

E os impactos no meio ambiente?
Por que, afinal, é importante se preocupar com o tema? Preservação do meio ambiente, geração de renda e o futuro da produção dos eletrônicos são algumas das respostas.

Cada vez mais pessoas consomem esse tipo de produto - por exemplo, estima-se que 5 bilhões de pessoas tenham um smartphone atualmente, de acordo com dados da GSMA, uma entidade global de telefonia móvel -, o que torna o tema ainda mais urgente.

Alguns dos resíduos encontrados no e-lixo contém químicos perigosos, alguns dos quais fazem parte da lista de poluentes orgânicos persistentes – compostos que resistem à degradação química, fotolítica e biológica – que podem se acumular em organismos vivos. Entre eles estão retardantes de chamas que estão presente em muitos dos plásticos de aparelhos como celulares e notebooks – esses compostos são responsáveis de evitar maiores desastres caso algum produto pegue ou entre em contato com o fogo.

Tubo de raios catódicos das TVs antigas e o crômio encontrado em circuitos podem conter substâncias danosas à saúde humano caso não sejam descartadas corretamente. Mercúrio, cádmio e chumbo são alguns dos materiais que podem contaminar o solo e a água.

A cultura de recilagem de eletrônicos pode ser fundamental: o e-lixo representa apenas 2% do fluxo de lixo sólido, mas também representa 70% de resíduos tóxicos que acabam nos aterros.

Além disso, o reaproveitamento dos materiais tem um grande potencial econômico. De acordo com um relatório da ONU, o e-lixo poderia gerar US$ 62,5 bilhões anualmente, um valor maior do que o PIB da maioria dos países. O documento diz ainda que, nas mãos certas, os resíduos poderiam valer muito mais.