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Saiba por que o Brasil resiste a seguir modelo chinês contra o coronavírus

Nesta quarta, Itália anunciou que fechou escolas e universidades até o próximo dia 15 e cancelou eventos públicos por um mês

Ana Letícia Leão e Rafael Garcia
- Atualizada em

Após a China afirmar ter tido sucesso em sua política rigorosa de toque de recolher para conter a disseminação do novo coronavírus, a Itália adota política similar.

Nesta quarta, o país europeu anunciou que fechou escolas e universidades até o próximo dia 15 e cancelou eventos públicos por um mês. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a países com casos estudarem medidas semelhantes, mas autoridades brasileiras ainda resistem a considerar decisões mais drásticas.

A missão médica que a OMS enviou à China no fim de fevereiro voltou com uma recomendação a países que já tenham casos da doença: “conduzir planos multisetoriais de cenários e simulações da implementação de medidas mais estringentes”.

Como exemplo a ser considerado, o relatório produzido pelo grupo de 25 médicos menciona “a suspensão de eventos de grandes concentrações e o fechamento de escolas e locais de trabalho”.

O relatório da missão também recomenda “exaustiva busca de casos, teste imediato e isolamento” de infectados pelo vírus, medidas que autoridades de saúde brasileiras rejeitam.