Brasil

Sargento da Aeronáutica preso com cocaína na Espanha não viajaria no avião de Bolsonaro

Presidente em em exercício, Hamilton Mourão, se corrigiu, na tarde desta quarta-feira

Jussara Soares e Gustavo Maia, da Agência O Globo

O presidente em em exercício, Hamilton Mourão , se corrigiu, na tarde desta quarta-feira, e afirmou que o sargento da Aeronáutica , preso sob suspeita de tráfico em Sevilha, na Espanha, não voltaria no avião do presidente Jair Bolsonaro ao Brasil. Mais cedo, ele havia informado que o militar estaria na aeronave presidencial , mas relatou que, após sua declaração, foi informado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que o militar integrava apenas a equipe de apoio.

— Eu fui informado pelo GSI agora corretamente, eu não tinha todas as informações quando eu falei de manhã, de que ele estaria somente na equipe de apoio, não estaria em momento algum na aeronave do presidente — disse Mourão.

O segundo sargento Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, foi preso na terça-feira com 39 quilos de cocaína divididos em 37 pacotes em sua bagagem. Silva Rodrigues exercia a função de comissário de bordo em uma aeronave militar VC-2 Embraer 190.

O vice-presidente, Hamilton Mourão Foto: Reprodução / Rádio Globo
No início da noite desta quarta-feira, a Força Área Brasileira (FAB) divulgou uma nova nota, reforçando que o sargento não integraria tripulação do avião de Bolsonaro.

"Esclarecemos que o sargento partiu do Brasil em missão de apoio à viagem presidencial, fazendo parte apenas da tripulação que ficaria em Sevilha. Assim, o militar em questão não integraria, em nenhum momento, a tripulação da aeronave presidencial, uma vez que o retorno da aeronave que transporta o Presidente da República não passará por Sevilha, mas por Seattle, Estados Unidos", informou.

O Comando da Aeronáutica informou que" instaurou um  Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar todas as circunstâncias do caso." A nota acrescenta que "medidas de prevenção a esse tipo de ilícito são adotadas regularmente. Em vista do ocorrido, essas medidas serão reforçadas".

O presidente em exercício defendeu que o sargento responda por seus atos, o que poderá acarretar em uma expulsão da Aeronáutica.

— Ele incorreu em crime, o crime dele é um crime militar, mas também pode ser enquadrado em tráfico internacional de drogas, estou fazendo ilação aqui. Então ele vai responder pelo crime, dependendo do tempo de condenação a que ele for submetido ele será expulso da Força — disse.



Mourão fez questão de afirmar que a prisão do sargento por tráfico de drogas não tem relação com a segurança do Presidente. Segundo ele, o caso é um questão da Forças Aérea Brasileira, que deverá responder se houve falha pelo fato de ele ter embarcado com a droga.

— Esse militar não pertence à segurança presidencial, então ele não tem nada a ver com o núcleo e com o círculo de segurança do presidente. É uma questão que está restrita à Força Aérea. É a Força Aérea que tem que tomar as providências para saber se houve alguma falha realmente para ele ter embarcado com este material.