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Suspeito de espancar mulher por 12 horas já havia agredido ex-namorada

Ele está preso, desde o dia 28 de fevereiro, por força de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça por conta da agressão sofrida pela professora.

Agência O Globo
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O homem que é suspeito de espancar e torturar por 12 horas a professora Rosana Louzada, de 36 anos, com quem viveu por quase dois anos e teve um filho, já fez uma outra vítima. De acordo com a delegada Fernanda Fernandes, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias, Davidson Gomes da Silva também é investigado pela Deam-Caxias por ter agredido uma ex-namorada.

Ele está preso, desde o dia 28 de fevereiro, por força de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça por conta da agressão sofrida pela professora.

Também responsável pela investigação do espancamento de Rosana Louzada, a delegada adiantou que vai concluir o caso, na próxima terça-feira e que pedirá a conversão da temporária em prisão preventiva.

Foto: Reprodução

— Vamos ouvir a professora mais uma vez e finalizar o inquérito. Não há dúvida que o ex-companheiro da professora tem um perfil violento e já fez uma outra vítima. Vamos pedir à Justiça a conversão da temporária em preventiva — disse a delegada.

Agredida com socos, chutes e pancadas no rosto, a professora teve o tímpano do ouvido esquerdo perfurado e sofreu perda parcial da audição. A sessão de espancamento foi motivada por ciúimes e ocorreu na madrugada do dia 18 de fevereiro, dentro da casa de Davidson Gomes da Silva, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A professora diz temer ser assassinada pelo ex-companheiro e está apavorada com a possibilidade de Davidson sair da cadeia - ele já teve um habeas corpous rejeitado pela Justiça.

Por conta disto, Rosana Louzada disse que quer sair do Rio de Janeiro.

— Estou apavorada! Ele sempre disse que se fosse para cadeia por conta de uma mulher, sairia de lá e a mataria depois. Não durmo e nem estou me alimentando direito.Ele sabe onde eu moro. Quero sair do Rio e ir para um lugar em que ele não me ache. Todo mundo sabe que ele é violento. Tenho medo que o Davidson sai de lá e venha me matar — disse.

Em entrevista ao Extra, no último dia 8, Rosana explicou ter visto o dia amanhecer apanhando, ao relembrar as agressões sofridas no dia 18 de fevereiro.

— Estávamos separados. Combinamos de conversar em lugar público para evitar que ele me agredisse como em outras ocasiões. Fomos para um bar no Centro de Caxias, mas Davidson pediu para que eu o deixasse em casa. Quando chegamos no local ele começou a discutir. Deu um soco na minha cabeça, me deixando tonta. Começou a sair sangue do meu ouvido. Ele queria que eu entrasse na casa dele, mas eu estava com medo. Davidson me convenceu que iria me socorrer e me empurrou para dentro de casa. Começou a me acusar de traição e pegou o meu celular para ver os contatos no WhatsApp. Por volta das 5h, a discussão recomeçou e as agressões. Ele batia no meu rosto, socava minha cabeça. Cheguei a pedir socorro, mas ele cobriu a minha boca e me jogou na parede. Em alguns momentos cheguei a desfalecer. Ele chegou a me dar água e fazia com que eu recobrasse os sentidos para me bater novamente — disse a professora, na ocasião.

Depois de acabar o espancamento o agressor, segundo a vítima, a obrigou a tomar banho e se arrumar para pode ir para casa.

Davidson só a liberou depois que Rosana Louzada jurou que iria na casa dela pegar os seus pertences e voltaria para a casa dele. Ela, no entanto, saiu dirigindo mesmo ainda tonta e parou num posto da Polícia Militar para pedir ajuda. Os PMs a socorreram e a levaram para o Hospital Adão Pereira Nunes (Hospital de Saracuruna), onde ela ficou um dia em observação.