Brasil

Suspeito de estuprar mulheres dizendo que procurava babá é preso

Alexandre usava seu nome real enquanto enganava as mulheres, que tinham sempre entre 20 e 40 anos de idade

Agência O Globo

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu um homem suspeito de estuprar ao menos seis mulheres depois de enganá-las dizendo que estava em busca de uma babá para seu filho, na cidade de Olinda. Segundo a 25ª DP (Peixinhos), Alexandre Silva de Souza, de 31 anos, confessou os estupros. Em uma publicação no Facebook, o delegado Eronides Meneses, responsável pelas investigações, pediu que outras vítimas compareçam à delegacia.

No mesmo post, publicado nesta quarta-feira, o titular da 25ª DP informou que o criminoso era procurado desde o ano passado, quando fugiu de um presídio. Mas ele não explicou por que motivo Alexandre tinha sido encarcerado.

Foto:Reprodução/Polícia Civil Pernambuco

Segundo a polícia, Alexandre usava seu nome real enquanto enganava as mulheres, que tinham sempre entre 20 e 40 anos de idade. O criminoso encontrava suas vítimas num site de compra e venda de produtos e serviços. Ele marcava com elas em locais públicos e chamava para ir até sua casa, com o objetivo de apresentá-las à criança de quem deveriam tomar conta. O suspeito, então, tomava um ônibus com a sua vítima e, ao saltar do veículo, arrastava as mulheres para um terreno baldio, onde as estuprava. Sempre à noite.

— O estuprador se apresentava como policial militar, às vezes policial civil. Ele iludiu bastante as mulheres — afirmou o delegado.

Uma das vítimas conseguiu se desvencilhar e fugir quando já estava nua e foi até a delegacia mais próxima, que não era distante do matagal, no último 30 de outubro. Lá, foi registrado o boletim de ocorrência. No entanto, Meneses ressaltou que a mulher só prestou depoimento nesta quinta-feira na delegacia de Peixinhos, onde ele atua.

— Ela só procurou a delegacia agora, depois que viu a repercussão do caso e que a polícia estava atrás dele. A vítima estava abalada e quis se afastar para esquecer — disse Meneses.

Meneses contou que um primeiro retrato falado foi feito em janeiro, quando uma mulher procurou a polícia para registrar um estupro ocorrido no dia 14 daquele mês.

— A vítima veio no dia 15, fizemos retrato falado no dia 20. Primeiro estávamos investigando antes de divulgar, mas estava complicado, então resolvemos divulgar a imagem — afirmou.