Brasil

Terapeuta é preso suspeito de abusar sexualmente pacientes em consultas

Segundo a delegada, as vítimas relataram que os abusos aconteceram por diversas vezes e que o suspeito pedia sigilo

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br )

Nesta segunda-feira (29), um terapeuta holístico foi preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes durante atendimento. Os crimes aconteceram em Canoas, no Rio Grande do Sul. De acordo com o RBS TV, as autoridades relatam que pelo menos cinco mulheres denunciaram o homem por fazer "terapia sexual". As informações são do G1 Rio Grande do Sul.

"Nesse atendimento, ele sugeria a elas que fosse feita a terapia sexual, era essa forma que ele denominava o tratamento realizado, onde começava os contatos sexuais que poderiam evoluir até, de fato, a relação sexual", explica a delegada Clarissa Demartini.

Ainda segundo a delegada, as vítimas relataram que os abusos aconteceram por diversas vezes e que o suspeito pedia sigilo e dizia que elas não podiam abandonar a terapia, porque caso contrário algo ruim aconteceria na vida delas. A polícia teve acesso aos depoimentos, fotos e vídeos que comprovaram as atividades e possibilitaram o mandado de prisão preventiva. 

A polícia identificou o crime de violação sexual mediante fraude. "É quando a vítima consente com o ato sexual mas a razão que faz ela consentir é um engano, é uma fraude, é um engodo. Ela consente mas por um motivo diverso daquele que ela entende", diz Clarissa.

Em depoimento à polícia, o terapeuta admitiu a prática sexual durante a terapia e defendeu o que chama de uma técnica de tratamento. "Ele confirma a aplicação dessas técnicas e sustenta elas como uma terapia possível de ser aplicada. A afirmação de que ele teve contato sexual com as vítimas reforça nossa tese", diz.

Em contato com o G1 Rio Grande do Sul, o  coordenador do órgão municipal responsável pelas práticas integrativas e complementares, Luciano Rodrigues, contou que a terapia supostamente oferecida "não é uma coisa que se aceite".

O caso continuará investigando o caso e vai ouvir outras possíveis vítimas. O advogado de defesa do terapeuta disse ao G1 que não vai comentar o caso e só vai se manifestar nos autos, em juízo, que vai provar "a inocência durante a inscrição do processo".