Brasil

Universidades brasileiras perdem posição em ranking dos Brics

A USP, líder entre as brasileiras, caiu da sétima para a nona posição e é a única a ocupar o top 10

Redação Correio 24h
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O Brasil possui agora apenas uma universidade no top 10 do ranking das principais universidades do bloco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O ranking foi divulgado nesta quarta-feira (8) pela consultoria britânica QS. A USP, líder entre as brasileiras, caiu da sétima para a nona posição. A Unicamp, que ano passado estava no top 10, caiu para a 12ª posição.
USP é a única universidade brasileira no top 10 do ranking dos Brics (Foto: Jorge Maruta/USP Imagens)
No ranking das 200 melhores universidades do Brics apareceram 40 instituições brasileiras, entre públicas e privadas. Em relação a 2014, 27 perderam posição, 12 avançaram e uma foi listada pela primeira vez. Ao todo, 404 instituições foram ranqueadas.No top 100, apareceram 18 instituições brasileiras. O domínio no ranking das 100 melhores é da China, que tem 39 listadas. A Rússia aparece com 20, a Índia com 15 e a África do Sul com oito.Além da USP e da Unicamp, apenas outras sete universidades brasileiras aparecem no top 50 do ranking. São elas, UFRJ (25º lugar), Unesp (27º), Unifesp (37º), UFMG (41º), UFRGS (42º), PUC-SP e PUC-Rio (ambas em 47º lugar).Em entrevista à BBC, o chefe de pesquisa da WS, Ben Sowter, afirmou que as nações do Brics, mas principalmente a China, iniciaram uma série de investimentos e melhorias no ensino superior. "Universidades chinesas estão produzindo mais pesquisa e isso está começando a ter um impacto, apesar de ainda ficarem atrás das potências de pesquisa do Ocidente", comentou Sowter.IndicadoresSão oito indicadores avaliados no ranking da Brics. O de maior peso é a reputação acadêmica, baseada em pesquisa global com especialistas da área e é responsável por 30% da nota.Os demais quesitos são a reputação entre empregadores (20% da nota), a proporção professores/estudantes (20%), número de professores com doutorado (10%), publicações por professor (10%) e citações a publicações (5%). Com menor peso, há ainda mais dois quesitos: professores internacionais e estudantes internacionais, ambos com 2,5%.
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