Brasil

Vigilantes temporários são indiciados por estuprar detentas

Caso aconteceu em junho, mas denúncia foi feita apenas no último dia 5 de julho

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
- Atualizada em


Dois vigilantes temporários da Unidade Prisional de Pontalina (GO) foram indiciados na última quarta-feira (17) como principais suspeitos de estuprar detentas da unidade. O caso aconteceu em junho, segundo informações do G1 Goiás.

As investigações do caso começaram no último dia 5 de julho, quando o diretor da cadeia comunicou o caso à delegacia da cidade. O delegado Patrick Carniel contou ao G1 que os vigilantes Túlio Rosa da Silva e Leandro Santana Rezende Chaves violentaram sexualmente duas presas. "Os dois já tiveram a prisão preventiva decretada e estão foragidos”, afirmou o delegado.

Foto: Divulgação/Polícia Militar


A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou ao G1 que os dois suspeitos foram demitidos após a denúncia do estupro e as vítimas receberam atendimento psicológico.

“No dia 15 de junho, por volta das 23h, eles chamaram as duas, que têm entre 25 e 30 anos, e disseram que precisavam conversar com elas separadamente sobre um desentendimento que as duas tiveram mais cedo. Cada um foi para uma sala com uma delas e cometeu o estupro”, contou o delegado ao G1.



Patrick ainda informou que as vítimas foram ouvidas no início do mês, após o caso ter chegado ao conhecimento do delegado. As detentas contaram no depoimento que os vigilantes teriam ameaçado elas de instaurar procedimento administrativo disciplinar caso denunciassem o crime.

O delegado também contou ao G1 que as vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal de Morrinhos (GO) e lá foram constatados os estupros.

“A gente tentou intimar os autores, mas, desde que tomaram conhecimento das investigações, eles fugiram”, disse Patrick ao G1. A Polícia Civil então pediu a prisão preventiva dos dois vigilantes e teve o pedido acatado pela Justiça.