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Festa da Boa Morte tem início neste sábado, em Cachoeira

A festa da Boa Morte é uma das manifestações mais importantes para o segmento do turismo étnico-afro na Bahia

Da Redação (redacao@portalibahia.com.br)
Os festejos para Nossa Senhora da Boa Morte, realizados no município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, começam neste sábado (13) e seguem até quarta-feira (17). As comemorações da Irmandade, que leva o nome da santa católica, acontecem desde 1820, representando a resistência negra na Bahia. A festa da Boa Morte leva milhares de turistas à cidade, que já atingiu a marca de 90% na ocupação hoteleira para o período.

A festa começa com a missa e apresentação de canto coral, no sábado (13). Ás 18h ocorre a procissão das irmãs da Boa Morte pelas ruas de Cachoeira levando a imagem de Nossa Senhora da Igreja d’Ajuda e até a capela da Boa Morte. Uma das características mais interessantes da procissão é o simbolismo da indumentária das irmãs, todas trajadas de branco, cor que representa o luto no Candomblé.

No domingo, as integrantes da Irmandade da Boa Morte realizam nova procissão pelas ruas da cidade, desta vez às 19h, para simbolizar o enterro de Nossa Senhora. A caminhada é acompanhada por filarmônicas que tocam marchas fúnebres. Na segunda-feira (15), com missa festiva realizada às 8h e uma grande feijoada. Neste dia, as irmãs da Boa Morte vestem beca típica e usam joias e contas de seus orixás.

Os festejos continuam na terça-feira (16), com muito samba-de-roda e a oferta de escaldado de carnes, verduras e pirão, a partir das 18h. Para fechar o calendário de comemorações, a quarta (17) também terá muito samba e distribuição de caruru e mungunzá, no mesmo horário.

A festa da Boa Morte é uma das manifestações mais importantes para o segmento do turismo étnico-afro na Bahia e possui influências tanto da religião católica quanto do Candomblé. Os traços do sincretismo, muito forte na região do Recôncavo, podem ser facilmente observados, já que as irmãs da Boa Morte usam contas dos orixás e vestem roupas feitas com panos de rechilieu, muito usados pelo povo de santo.