Carnaval

'Fico muito triste com a situação atual', diz Bell Marques sobre carnaval

Cantor publicou um vídeo aos prantos em suas redes sociais nesta sexta-feira (12); assista

Isadora Sodré e Lucas Salles (redacao@portalibahia.com.br)
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Bell Marques abriu o coração ao falar sobre o cancelamento do carnaval 2021 por causa do novo coronavírus. Em entrevista ao iBahia, o cantor baiano falou sobre como a pandemia afetou o entretenimento e como é ficar sem desfilar na avenida com o tradicional bloco 'Camaleão'.

Nesta sexta-feira (16), o cantor publicou um vídeo (veja abaixo) aos prantos em seu perfil no Instagram. "Desculpem, não consigo falar, resolvi escrever. Hoje é um dia que não me sinto feliz! Sei que tenho e vou superar, mas o meu amanhecer foi assistindo um vídeo maravilhoso e ouvindo uma mensagem motivadora, muito carinhosa do querido amigo Dolfo do Camaleão. Na mensagem ele tentava me encorajar, porque ele sabe da minha paixão pelo que faço. Existem coisas que não conseguimos explicar, todos sabem que essa festa tem um significado diferente para mim e minha família, não é simplesmente o carnaval, é a historia da minha vida", escreveu o cantor baiano.



A fim de se aproximar do público nesse período delicado, mas sem colocar a saúde dos foliões em risco, Bell fará uma live neste domingo (14), às 16 horas, diretamente do Forte São Marcelo, em Salvador. A transmissão ao vivo será exibida no canal oficial do cantor, no Youtube.

iBahia: A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente na vida das pessoas que trabalham com arte e entretenimento. Músicos, cantores, bailarinos, produtores, equipe de som, cineastas... Todos foram muitos prejudicados. Como acha este setor pode sair dessa crise?

Bell: Sem dúvida, o nosso setor é o mais atingido, o único que não conseguiu voltar a alguma normalidade até agora. As lives foram uma forma de minimizar e continuar levando um pouco de alegria para os fãs, para as pessoas em casa, nesse momento ainda tenso, mas não são suficientes para lidar com a crise. A vacinação é um fio de esperança.

Foto: Reprodução | Instagram

iBahia: Com a pandemia, tudo ficou ainda mais hiperconectado. Para que um artista tenha sucesso, você acredita que ele precise se estabelecer nas redes sociais também, com um conteúdo voltado pra o digital?

B: Depende muito do público dele, do produto dele. Estar nas redes, de alguma forma, é primordial, sem dúvida, mas não precisamos ser necessariamente reféns, porque nossa experiência maior para o público e com o público é fora delas. As redes são um canal apenas para levar um pouco do nosso trabalho a quem está longe, atualizar o público do que estamos produzindo.

iB: O que você sentiu quando soube que o Carnaval de Salvador foi cancelado?

Fico muito triste com a situação atual, ainda muito tensa. O Carnaval é algo muito natural lá em casa, é estranho não ter ele como a gente conhece. Mas, entendemos que é um mal necessário, que ainda precisamos nos cuidar bastante.

iB: Como você faz para ficar mais perto dos fãs durante esse período de isolamento social?

B: As redes sociais são o caminho mais fácil. Gosto de ler os comentários, ouvir o que eles têm a falar, as mensagens de carinho. É uma proximidade bacana nesse momento de distância.