Carnaval

Gandhy irá elaborar um projeto memorial para o grupo histórico

Material deve ser composto com imagens digitais, vídeos, fotografias, fantasias do bloco

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

Em visita à sede do Afoxé Filhos Gandhy, no Pelourinho/Centro Histórico de Salvador na manhã deste domingo (11), o governador Rui Costa sugeriu uma elaboração de um projeto memorial para o grupo histórico. O material deve ser composto com imagens digitais, vídeos, fotografias, fantasias do bloco, que o governador considera como "um patrimônio cultural que pode e vai, com certeza, atrair muita visitação dos baianos e turistas"

Foto: Manu Dias/GovBA
O afoxé foi contemplado com recursos do Governo do Estado, por meio de ações do projeto Carnaval Ouro Negro “Quem visita a Bahia, o Pelourinho, precisa conhecer revisitar essa história do Gandhy. Eu pedi que o presidente apresentasse um projeto para que a gente pudesse levantar esse acervo, nas televisões, na Biblioteca Central [Biblioteca Pública do Estado], com fotografias antigas, para recontar como surgiu o Gandhy, a sua história, a sua tradição e simbologia. Com isso, acho que a gente vai botando conteúdo na história da Bahia”.

Segundo Rui, atualmente a história do Gandhy é contada apenas de forma verbal, que, com o passar dos anos, pode se perder. “Então, é preciso que a gente materialize isso e possa transformar esse espaço num grande  memorial, para quem vir curtir o Carnaval e nos visitar ao longo do ano conheça um pouco mais sobre o surgimento do bloco. O Olodum fez esse movimento, o mesmo aconteceu com o Ilê.  Enfim, nós  precisamos consolidar a nossa cultura, nossa história, a nossa tradição. Isso aqui é um museu vivo”.

O presidente  do Gandhy, Gilsoney  de Oliveira, ressaltou a importância do apoio do Governo do Estado para o bloco desfilar na avenida e pela iniciativa de transformar o espaço num grande memorial para fortalecer a memória dos Filhos de Gandhy.

“Só tenho a agradecer ao Governo do Estado por fomentar a cultura, as entidades afrodescendentes num Carnaval tão difícil. Hoje o nosso maior recurso veio do Governo do Estado, que é nosso apoiador, nos dando esse suporte para a gente, que é muito necessário. As entidades de matrizes africana precisam desse apoio”, enfatizou Oliveira.