Carnaval

Música eletrônica invade Carnaval de Salvador

Atrações vão se apresentar em trio, palco e em camarote da folia

Guinho Santos (guinho.santos@redebahia.com.br)
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Já foi o tempo que Carnaval era sinônimo de axé. Depois do boom do sertanejo, a folia baiana abriu espaço também para a música eletrônica. Em 2019 não será diferente, já que Salvador vai receber grandes nomes da cena. A começar pelo DJ Alok, que puxa um trio sem cordas no sábado (02), na Barra, e, no mesmo dia, se apresenta no Camarote Villa Mix.

Foto: Ag.News

Seu irmão gêmeo, Bhaskar, estreia nesta quinta-feira (28), na Torre Elétrica, montada em frente ao Farol da Barra. Liu, apadrinhado por Alok, também vai marcar presença na folia soteropolitana. Ele vai ser o responsável por animar Torre Elétrica na sexta-feira (01).

No mesmo local tem show confirmado também de SELVA e DANNE, no sábado (02), Sevenn, na segunda (04), e Sunroi, na terça-feira (05). Alok, por sinal, vai receber todos eles em seu trio, além também do DJ e produtor Daniel Acorsi, mais conhecido na cena como SCORSI, criador do remix de 'Hear Me Now', 'Love Is a Temple' e remix de 'Big Jet Plane'.

Confira bate-papo do iBahia com os DJs sobre a presença no Carnaval de Salvador:

DANNE


- Qual a expectativa para se apresentar no Carnaval de Salvador neste ano?
A expectativa está nas alturas (risos). Será a primeira vez que tocarei em Salvador e primeira vez no Carnaval, melhor época pra isso acontecer.

- Como preparar um show (set) para uma festa tão diferente, como é o Carnaval?
Para mim é bem natural, pois todas as minhas músicas tem influência da música brasileira. Por exemplo, tenho produções com samba, funk, bossa nova, pop, etc. Além disso, vou tocar músicas de amigos e que tem axé, samba e muito mais.

- Como você avalia a “invasão” do eletrônico na terra do axé?
Maravilhosa! A cada dia que passa a música eletrônica no Brasil ganha mais visibilidade e acho que, como todo o Brasil, a Bahia também abriu suas portas de vez para a música eletrônica graças ao trabalho de vários artistas. E um dos principais por essa abertura é o Alok que fez muito bem a ponte entre a música eletrônica e a música pop. Desde o começo da minha caminhada eu levantei a bandeira de mesclar a música brasileira com a música mainstream eletrônica mundial e hoje acredito que estamos na melhor fase de aceitação do público geral com a música eletrônica.

SUNROI


- Qual a expectativa para se apresentar no Carnaval de Salvador neste ano?
Estou muito feliz de me apresentar em Salvador no Carnaval. Por incrível que pareça, esse vai ser o primeiro carnaval da minha vida, porque eu morei desde a minha infância fora do Brasil, então só via na internet e na televisão. É muito bom, não só ir, mas levar minha música. Vai ser demais!

- Como preparar um show (set) para uma festa tão diferente, como é o Carnaval?
Carnaval é alegria e energias positivas então, pensando nisso, o meu show vai ser bem pra cima e com muito vocal pra fazer a galera relembrar e ter ótimos momentos e sensações.

- Como você avalia a “invasão” do eletrônico na terra do axé?
É muito bom ver em como a música eletrônica vem sendo aceita no carnaval, pois estamos vivenciando um momento de muito crescimento do segmento nacionalmente e eu só vejo coisas positivas nisto.

SCORSI


- Qual a expectativa para se apresentar no Carnaval de Salvador neste ano?
Muita, mas muita ansiedade. É minha estreia no Carnaval. Só consigo imaginar a energia desse lugar. Tenho certeza que será uma experiência única e que vou levar pra sempre!

- Como preparar um show (set) para uma festa tão diferente, como é o Carnaval?
Todos meus shows, sempre saio de casa com uma coisa na cabeça: colocar as pessoas pra dançar. Gosto de ver as pessoas se divertindo, e pra Salvador não será diferente. Claro que eu preparei algumas coisas especiais pra esse dia, estejam lá pra ver (risos)!

- Como você avalia a “invasão” do eletrônico na terra do axé?
Eu acho isso incrível. O Brasil é um país tão rico, culturalmente falando, a mistura de gêneros musicais é um caminho natural a se seguir. Temos raízes e costumes fortes, como o próprio Carnaval, e tem que existir respeito quanto a isso. Mas a mistura, a cabeça aberta pra outras coisas, só leva a novos caminhos, novas experiências na vida.

LIU


- Qual a expectativa para se apresentar no Carnaval de Salvador neste ano?
Toda vez que vou pra Salvador e pra me apresentar no Carnaval fico muito animado, porque é uma vibe de outro mundo e que só existe em Salvador. Ano passado foi minha primeira experiência e me deixou fascinado. Tô muito feliz de poder voltar!

- Como preparar um show (set) para uma festa tão diferente, como é o Carnaval?
É diferente do que faço normalmente. Trabalho mais com vocal e músicas pra galera cantar e curtir e, é claro, misturar sempre o eletrônico com músicas famosas, de folia, populares e com vocais em português. Sempre com o objetivo de levar muita alegria e felicidade!

- Como você avalia a “invasão” do eletrônico na terra do axé?
Eu acho extremamente positivo essa entrada da música eletrônica no Carnaval, porque é um segmento que tá crescendo muito e acaba enriquecendo toda a cena eletrônica e a música no geral que foi feita pra unir todo mundo.

BHASKAR


- Qual a expectativa para se apresentar no Carnaval de Salvador neste ano?
Eu tô muito feliz em participar esse ano de um evento tão referência como o Carnaval, ainda mais em Salvador. Fazer parte disso é muito importante pra minha música e pra minha carreira.

- Como preparar um show (set) para uma festa tão diferente, como é o Carnaval?
Por ser uma época de folia, eu escolho um set mais pra cima e evito músicas mais melódicas e sentimentais. Coloco músicas mais pista pra não deixar ninguém parado.

- Como você avalia a “invasão” do eletrônico na terra do axé?
Cada vez mais a música eletrônica está entrando em eventos que não costumava tocar e eu acho que é pelo contexto, porque é uma música que o público tem gostado e tem feito parte da playlist da vida de tanta gente o ano inteiro. Além disso, é música pra cima, que faz todo mundo dançar e essa é a pretensão.

SELVA


- Qual a expectativa para se apresentar no Carnaval de Salvador neste ano?
A expectativa é sempre muito grande em voltar pra Bahia, somos sempre muito bem recebidos. Ano passado fizemos vários shows na região e foram muito legais, inclusive no Carnaval 2018 que fizemos dois shows. Esse ano estar novamente nessa cidade que só temos boas memórias, é incrível. A expectativa está a mil, porque na Torre Elétrica será a primeira vez, não estamos nem dormindo de tanta ansiedade (risos)!

- Como preparar um show (set) para uma festa tão diferente, como é o Carnaval?
Estamos nos preparando há um tempo pra esses shows, porque, além do público ser gigante, queremos mostrar nosso trabalho e nos conectar com o máximo de pessoas possível. Vamos colocar no set muita música nova do Selva, mashup com funk e também vamos tocar 2 remixes oficiais e especiais do Selva ‘Rap da Felicidade’ e ‘Parado No Bailão’. Enfim, vai ser um set bem eclético, comercial e com muita energia!

- Como você avalia a “invasão” do eletrônico na terra do axé?
Acho que Salvador é um dos fatores principais que tem ajudado a música eletrônica a crescer e tomar uma proporção enorme no mercado da música no Brasil. Nos últimos anos, tiveram figuras, como Alok, que popularizaram o eletrônico e levaram pra muita gente que não conhecia. Depois disso, outros nomes surgiram, como nós, levando músicas com vocal e mais Pops, o que acabou trazendo muita gente interessada no eletrônico e ir aos shows, ouvir no Spotify, etc. Então, falar de uma atração eletrônica num bloco pra 1 milhão de pessoas, é surreal e só tem a crescer, porque a energia da música eletrônica é muito boa!