Carnaval

O lúdico das famílias tomou conta da folia no Centro Histórico

Crianças, idosos e adultos curtiram o Carnaval do Pelô, aberto oficialmente com show do cantor Lazzo Matumbi

Laura Fernandes, do Correio 24 Horas (laura.fernandes@redebahia.com.br)
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Guerra? Só de espuma! Tiro? Só de água. Disputa? Só de fantasia. Foi esse clima leve e lúdico que atraiu crianças, idosos e adultos, nesta sexta-feira (9), para o Carnaval do Pelô, aberto oficialmente com show do cantor Lazzo Matumbi. Fanfarras, orquestras, grupos de teatros e outras manifestações culturais foram responsáveis por animar o público de todas as idades.

Desfilando jogo de cintura, a aposentada santo-amarense Joana Pereira, 72 anos, mostrou que ter pique é só questão de querer. Acompanhando minitrios e fanfarras que circularam pelo circutio Batatinha, ela justificou sua escolha pelo Carnaval no Centro. “Aqui é melhor. Trio elétrico tem muita confusão, eu não posso não!”, disse simpática. E onde aprendeu o samba no pé? “Ah! No meu interior: Santo Amaro”, contou sorrindo, enquanto corria para não perder a folia.


Brincando e dançando como grandes amigas, as pequenas Lara, 6, e Monalisa, 6, se conheceram no Carnaval do Terreiro de Jesus. “Aqui só tem criança e velho!”, riu a mãe de Monalisa, a secretária Marília Meireles, 33. “Não tinha contato com orquestra, mas gostei, achei dançante. É uma oportunidade de crianças e idosos brincarem também”, completou, citando o projeto Sexta Orquestrada que reuniu mais de 100 artistas no Palco Multicultural montado no Terreiro de Jesus, como a Sanbone Pagode Orquestra e a Orquestra Popular Sérgio Benutti.

Atirando espuma, enquanto a filha gargalhava, a estudante de letras Carine Borba, 30, contou que há cinco anos curte o Carnaval do Pelô com a pequena Ísis, 5. “Ela nasceu em agosto e em fevereiro a gente já estava aqui!”, revelou. “A gente sempre procura uma coisa mais tranquila”, justificou o pai, o historiador Alexsandro Vasconcelos, 35. “É bom que pais se divertem e crianças também”, aprovou Carine.


Até mesmo no show de Lazzo, no Largo do Pelourinho, que celebrou a Revolta dos Búzios e reuniu um público mais engajado, havia espaço para o lúdico e a leveza das famílias. “Isso é muito importante, porque Carnaval é democrático. É um Carnaval sem o medo da violência, do empurrão e da bagunça. É para tudo e para todos”, comemorou Lazzo.