Casa e Decoração

Transformar móveis antigos em novos é sinônimo de economia

Móveis que iriam para o lixo são repaginados e se transformam em outras peças

Redação iBahia
12/05/2016 às 16h05

4 min de leitura
Sabe aquele móvel antigo, esquecido em um canto da casa, herança de seus avós ou do mobiliário da casa de seus pais? Nem pense em jogar ele fora. Que tal dar um novo uso?  
Em tempos de maior consciência ambiental, o reaproveitamento de peças de mobília é uma possibilidade para conservar o que já se tem e ainda dar à decoração uma cara pessoal e cheia de história. Com criatividade, um baú vira bar, uma TV se transforma em mesinha e uma cristaleira se torna um armário. Dá só uma olhada!

Móvel resgata a estética dos anos 1950, feito pela artista plástica Márcia Abreu para um cliente que pediu para reformar uma peça que ele já tinha (Foto: Angeluci Figueiredo)

Novo sentido
“Ressignificar é retirar o móvel do seu uso e destinar a outro. Uma penteadeira pode virar bar ou escrivaninha”, explica a designer de interiores Karina Vargas, que tem, com o marido, um programa sobre o tema no canal GNT, o Admirável Móvel Novo. Aqui em Salvador, no atelier da designer Valentina Rocha um baú para guardar brinquedos também virou bar. Já a artista plástica Márcia Abreu usou uma cristaleira para montar outros dois móveis: uma peça e um buffet. As possibilidades são inúmeras. “Peguei guarda-roupas e fiz cristaleira, livreiro, transformei a base em banco”, revela Karina.

Peça de Márcia Abreu foi feita a partir de uma cristaleira antiga (Foto: Márcia Abreu/Divulgação)

Lembranças
“Meu trabalho vai além de pintar móveis. Eu resgato histórias”, declara Valentina. Ela explica que, muitas vezes, os clientes têm uma relação afetiva com as peças que reformam. “Cada uma tem um potencial diferente. A gente  avalia o que ela traz de memória”, conta Karina. Consciência
A prática também é uma medida econômica e de consciência ambiental. “A gente não precisa mais derrubar árvores”, afirma Karina, categórica. “Podemos reaproveitar tudo e assim comprar o mínimo possível, é uma grande economia”, diz.

Com criatividade, a designer Valentina Rocha transformou  um baú vintage em um bar (Foto: Angeluci Figueiredo)

Lixo luxo
Valentina conta que costuma encontrar preciosidades no lixo. “Um dia, achei uma cama de solteiro na rua. Levei para o ateliê e ela ficou linda”, lembra a designer. Marcia também costuma buscar peças que foram jogadas fora. E, muitas vezes, tesouros estão escondidos nas casas dos próprios donos, que não fazem ideia disso. “Já encontrei móveis que a pessoa não dava nada, que eu achei lindo e que ela não via possibilidade”, pontua a artista plástica. Valentina vai além: aproveita algumas peças que são jogadas no lixo para retirar dobradiças, parafusos e puxadores daquelas que não vai reformar e usar em outros trabalhos.

 A TV sem uso virou uma mesinha, vendida por R$ 430 na loja Naftalina Retrô, no Jardim Apipema (Foto: Angeluci Figueiredo)

Resgate
Por terem sido rejeitados, muitas vezes os móveis chegam aos ateliês destruídos. A saída é reconstruir, descupinizar, em caso de madeira, e desengordurar. “Nunca digo que um móvel morreu. Quando preciso recuperar muita parte dele, fico mais apaixonada, movida pelo desafio”, conta Valentina.

A cadeira de escritório mudou de função e agora é mesa. A designer aposta na memória afetiva dos clientes, lembrando a famosa goma de mascar (Foto: Angeluci Figueiredo)

Quanto?
Depende da intervenção. Quanto menos trabalho, menor o valor. Valentina já fez cadeiras que custaram R$ 170. Uma das mais caras de Márcia foi um buffet que saiu por R$ 7.200. Onde fazer
Se estiver a fim de repaginar um móvel, pode entrar em contato com Márcia por telefone (71 99901-8583) ou com Valentina pela página do Face (/atelierdavalentina.rocha). *Colaboraram Alessandra Oliveira, Matheus Buranelli e Tailane Muniz, integrantes da 10ª turma do Programa Correio de Futuro

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