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De volta ao set, Cao Albuquerque assina figurinos de filmes e séries globais

E mais: jornalista e escritor assina texto em homenagem a Nilda Spencer e o Vintage Culture toca 4 horas na próxima edição da Sollares

Jamil Moreira Castro
13/05/2022 às 10h36

8 min de leitura
Fotos: Divulgação / Acervo Feed.ba

O figurinista Cao Albuquerque já voltou com tudo aos sets de filmagens, embora tenha trabalhado nos projetos em casa durante a pandemia. Durante três meses, o baiano foi responsável pela caracterização dos atores do filme “Grande Sertão: Veredas”, dirigido por Guel Arraes e Flávia Lacerda, em fase de finalização. Ainda sem data de estreia, a nova versão do romance de Guimarães Rosa tem assinatura de Jorge Furtado e Guel Arraes; e no elenco estão Rodrigo Lombardi, Eduardo Sterblitch, Luísa Arraes, Luís Miranda e Caio Blat.   

Sem perder o ritmo, Cao emendou o trabalho nas gravações das séries globais Os OutrosCine Holliúdy. Os seus figurinos são atuais e urbanos para Os Outros, série de Lucas Paraízo, foi baseada num argumento bem carioca de Fernanda Torres e com direção de Luísa Lima.  Já na segunda temporada de Cine Holliúdy, dirigida por Halder Gomes, Cao assina a direção de arte da comédia que se passa no interior do Ceará nos anos 70.

“A arte de Cine Holliúdy tem uma pegada kitsch nordeste, nos anos 70. É feira de interior, rádio de pilha, para-choque de caminhão… Não gostei de fazer direção de arte porque você toma conta de muita coisa. É uma lenha. Eu sou figurinista, nasci figurinista na Saúde, de parto normal feito pela minha avó Carmosina. Ela era modista de noiva, uma costureira exímia, que nos sustentou com seu talento e a tesoura”, conta Cao.

Assim que acabarem as gravações, na Globo, o figurinista e diretor de arte Cao Albuquerque pensa em fugir para montar sua sala de visita no Porto da Barra. É nas areias de sua praia preferida, que foi raptado e levado pela cantora Marina para o Rio. Ao chegar na capital fluminense, Cao foi convidado por Caetano Veloso para fazer o figurino do show “Velô” (1984) e, a partir daí, se formou uma rede de trabalho com o “Barão Vermelho” e o seriado “Armação Ilimitada”. Já na Globo, os trabalhos se multiplicaram, entre eles, “TV Pirata”, “A Grande Família”, “A Muralha”, “Ò Pai Ó”, “As Filhas da Mãe” e “Dona Flor e seus Dois Maridos”.

Foto: Divulgação / Acervo Feed.Ba

VINTAGE CULTURE VAI TOCAR 4 HORAS NA SOLLARES
Evento vai reunir tops DJs no Parque de Exposições

Quem vai sair da pista com Vintage Culture no comando das pick-ups da Sollares? Um dos principais nomes da música eletrônica no Brasil e no mundo, mandou avisar que está preparando um set exclusivo de 4 horas. A Sollares acontece no dia 27 de maio, a partir das 20h, no Parque de Exposições de Salvador.

O line-up da festa se completa com os Djs IllusionizeGabeMazCarola e Techin  como uma das principais no roteiro da gravação de um reality da Amazon Prime Video em Salvador, cujos detalhes ainda são mantidos em segredo.

A expectativa da produção é que esta seja a maior e melhor edição do Sollares, que se tornou referência na cena eletrônica e espera um público de mais de 10 mil pessoas. Os ingressos estão à venda no Sympla ou Central de Vendas (71 – 99217-4466).

Foto: Divulgação / Acervo Feed.Ba

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE NILDA SPENCER GANHA HOMENAGEM NA REVISTA REPERTÓRIO
Jornalista e escritor Marcos Uzel faz um amplo perfil da história da atriz

A Revista Repertório (@revistareperório) antecipa as homenagens ao centenário de nascimento da atriz Nilda Spencer, a ser completado em 2023, com matéria de capa na nova edição. O delicioso texto é do jornalista Marcos Uzel (@marcosuzel), autor da biografia “Nilda: a dama e o tempo”, lançada em novembro do ano passado.

Nesta edição 37 da revista, que estampa na capa a imagem de Nilda Spencer no Baile das Atrizes, Uzel faz um amplo perfil da história da atriz em seu intenso caminhar pelo tempo. A Repertório é uma publicação online do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (PPGAC-UFBA).

Quem ainda não leu “Nilda: a dama e o tempo” (EDUFBA, 287 páginas), vale conhecer. Ela conta a história da mulher que se impôs diante da província conservadora da Bahia dos anos 1950 e virou uma atriz respeitável. Além do farto acervo documental, o livro é recheado de histórias contadas sobre a atriz por 57 pessoas, entre elas: Maria Bethânia, Gilberto Gil, Othon Bastos, Antônio Pitanga, Yumara Rodrigues e José Possi Neto. O livro está à venda nos sites da EDUFBA e da Amazon.

Foto: Divulgação / Acervo Feed.Ba

PORTELLA AÇÚCAR A FERVIDAS “QUARTA É DIA DE BOCA” NO ALÉM DO CARMO
Espaço volta a receber um público eclético que circula pelo Centro Histórico

Depois de três meses em reforma, o projeto “Quarta é Dia da ABOCA” volta a ocupar um histórico casarão na Rua dos Marchantes, nº 12, no Santo Antônio Além do Carmo. O cantor e ator Portella Açúcar (@portella.açúcar), acompanhado pela A Outra Banda da Abocado, comanda um espetáculo irreverente e cheio de performances improvisadas. A festa dançante, que tem um repertório eclético, acontece só às quartas, pontualmente das 19h às 22h. A entrada custa R$ 30,00 na portaria.

Na A.B.O.C.A (Associação Baiana e Observatório de Cultura e Arte), as noites de quarta são concorridas. O público sempre é surpreendido pelos artistas que sobem no palco para fazer uma participação com Portella, entre eles Caetano Veloso, Jota Velloso, Mariene de Castro, Tereza Cristina e Mateus Aleluia. Quem circula por lá são os alternativos, modernos e artistas como Regina Casé e Vik Muniz.

Após ocupar uma ruína no Centro Histórico de Salvador, em 2014, o fotógrafo e pesquisador Vinícius Lima criou o Centro de Artes A.B.O.C.A. O espaço tornou-se sua morada e de várias expressões artísticas, através das práticas e da mobilização popular. Junto com a produtora Liza Araújo, ele vem transformando os escombros do antigo casarão no centro histórico em um laboratório embrionário da arte baiana.

DENISE CARRASCOSA É A 1ª MULHER NEGRA A ASSINAR TEXTO PARA A CIA DE TEATRO DA UFBA
Exposição audiovisual foi construída em formato inédito para a companhia e está em cartaz no Goethe-Institut

Pela primeira vez em 40 anos de história, a Cia de Teatro da UFBA (Universidade Federal da Bahia) terá uma dramaturgia assinada por uma mulher negra. A professora Denise Carrascosa (@denisecarrascosa) assina o texto de “Eguns dançam entre Necro&Ikupolítica”, que está sendo apresentado em formato audiovisual até o dia 04 de junho no Goethe-Institut, localizado no Corredor da Vitória. A exposição é um experimento da Cia de Teatro da UFBA que, pela primeira vez, apresenta um conjunto de videoperfomances. Com direção artística de Stênio Soares, a dramaturga faz uma reflexão sobre a necropolítica – a política de morte promovida pelo Estado brasileiro e que tem como alvo deliberado a população negra.

A mostra, que é gratuita, será realizada em duas galerias. Na primeira, o público vai conferir a parte intitulada “Assentamento de Nanã”, composta por três vídeos; e, na segunda, estão reunidos seis vídeo performances, gravados a partir de monólogos da dramaturgia. Toda produção audiovisual foi criada nos últimos meses em Salvador e em Itaparica.

Um dos últimos projetos aprovados por Letieres Leite, ‘Eguns dançam entre Necro&Ikupolítica‘ tem a participação do cantor Lazzo. Algumas obras de Letieres foram adaptadas e incorporadas para composição da trilha sonora, com direção musical de Fabrício Mota. Parte dos figurinos é assinada pelo artista plástico Alberto Pitta, criador do Cortejo Afro.

CALÇADÃO

  • O Cortejo Afro vai rufar seus tambores na Casa Rosa. Entre 20 de maio e 16 de junho, o bloco vai se apresentar todas às sextas, às 21 horas, no casarão histórico do Rio Vermelho. O clima do show será o mesmo dos ensaios que bloco promove na alta temporada, às segundas, no Pelourinho.
  • O rap e o reggae vão dar o tom à primeira edição do Pôr do Sond, no dia 02 de julho, às 19 horas. A festa da Independência da Bahia será realizada no Porto de Salvador e vai reunir as bandas Ministereo Público Sound System, com participação de MV Bill, Afrocidade e Pablo Origi.
  • A editora Caramurê, com loja na Pituba, amplia seu ponto de venda com a abertura da livraria no Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM.  Na abertura, prevista para o próximo sábado, acontecerá a partir das 16h, com o lançamento de “Minha terra tem ladeiras”, livro do poeta e performer Alex Simões; e um sarau com a leitura de poemas sobre a Bahia pelos atores Lúcio Tranchesi, Márcia Andrade e Mônica Santana e o autor.

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